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São Luís tem a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2025

Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde,taxa de assassinatos é a menor desde 2012

G1 — Brasil · 2026-07-23T14:00:08.000Z

Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde,taxa de assassinatos é a menor desde 2012

São Luís registrou, em 2025, a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil. Foram 1.517 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23).

A capital maranhense aparece à frente de Belém (PA), que registrou 1.487 ocorrências por 100 mil habitantes, e de São Paulo, com taxa de 1.390,5. O levantamento considera municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

O resultado não significa que São Luís tenha registrado o maior número absoluto de celulares roubados ou furtados. O ranking considera a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da população de cada cidade.

O relatório destaca o peso da capital paulista, que concentra 5,6% da população brasileira e responde por 20% de todos os roubos e furtos de celulares do país.

Ao todo, mais de 16 mil celulares foram roubados ou furtados em São Luís ao longo de 2025, o equivalente a uma média de 45 aparelhos subtraídos por dia. A taxa registrada foi mais de quatro vezes superior à média nacional, de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.

São Luís já ocupava a primeira posição do ranking nacional em 2024, quando registrou 1.599,7 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes. No total, mais de 17 mil celulares foram subtraídos.

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Veja lista das 10 cidades com maiores taxas de roubo e furto de celular por 100 mil habitantes:

São Luís (MA) lidera o ranking das cidades com maior taxa de aparelhos subtraídos.

Furtos acontecem mais no fim de semana e roubos em dias úteis

O levantamento mostra diferenças entre os crimes de roubo e furto, e quais são os horários, os dias e os locais em que cada um deles mais acontecem.

Furtos ocorrem principalmente aos finais de semana. Sábados e domingos concentram 34,5% das ocorrências;

Roubos acontecem predominantemente durante os dias úteis: 73,1% dos casos, com pico nas sextas-feiras;

Roubos apresentam dois momentos de maior incidência: entre 5h e 6h da manhã, e entre 18h e 23h, com pico às 20h;

Furtos se concentram principalmente entre 10h e 12h, e entre 17h e 20h.

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Segundo o relatório escrito por Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há uma mudança no padrão dos roubos, cada vez mais concentrados no período noturno, quando as pessoas estão voltando do trabalho, da escola ou da faculdade.

"Como o roubo é um crime que exige interação entre o criminoso e a vítima, é de se supor que no período noturno seja mais simples para os assaltantes fugirem, e também que haja menos testemunhas", diz o texto.

Em relação aos locais dos crimes, 77,2% dos roubos acontecem em vias públicas. Nos furtos, 49,3% ocorrem nas ruas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público.

O perfil das vítimas também varia. Homens representam 59,8% das vítimas de roubo. Nos furtos, a distribuição é praticamente equilibrada: 50,3% das vítimas são homens e 49,7%, mulheres.

Menos risco para o criminoso

Segundo o relatório, a migração dos roubos para os furtos pode ser explicada pelo menor risco para o criminoso. Enquanto o roubo exige contato direto com a vítima, uso de violência ou ameaça e aumenta as chances de prisão, o furto costuma ocorrer sem confronto, muitas vezes em locais movimentados.

"Em muitos casos, como em transportes públicos ou locais com grande circulação de pessoas, a vítima só percebe o crime depois que ele aconteceu", diz o relatório produzido pelos especialistas do Fórum.

O anuário também aponta que o aumento do monitoramento por câmeras, a maior atuação policial e mudanças de comportamento da população podem ter elevado o "custo" de cometer roubos.

Além disso, criminosos passaram a obter maior retorno financeiro em roubos apenas quando conseguem obrigar a vítima a desbloquear o aparelho e fornecer senhas bancárias. Nos furtos, em geral, os celulares permanecem bloqueados, reduzindo o valor à revenda de peças ou aparelhos.

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