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Mercado pet cresce no noroeste paulista e impulsiona o microempreendedorismo
G1 — Brasil · 2026-07-23T13:57:09.000Z
Mercado pet cresce no noroeste paulista e impulsiona o microempreendedorismo
O mercado pet brasileiro é considerado um dos mais promissores do país, movimentando a economia e abrindo portas para o microempreendedorismo. Nos últimos dois anos, a abertura de pequenos negócios no setor cresceu 16,5% em território nacional.
Especialistas apontam que o segmento atrai novos empreendedores por oferecer opções de atuação que não exigem grandes investimentos iniciais, como a prestação de serviços e a produção artesanal.
A história das irmãs Lina e Vivian é um exemplo disso. Elas decidiram mudar de rumo profissional em 2024. Ambas possuem formações em hotelaria e vendas e se tornaram Microempreendedoras Individuais (MEIs) transformando o quintal de casa, em São José do Rio Preto (SP), em uma creche e hotel para cães.
"A gente sempre gostou de cachorro, de bicho no geral. E a gente sempre falava: 'ai, um dia a gente vai largar tudo e vai trabalhar com cachorro'. E aí, em 2024, chegou esse dia", conta Lina Bechara em entrevista à TV TEM.
Irmãs empreendem em creche para cães no interior de SP
O espaço, que no início tinha capacidade para atender apenas um animal, hoje recebe dezenas de cães. Os bichos passam o dia sob cuidados específicos, seguindo uma rotina que inclui alimentação, adestramento, socialização e momentos de relaxamento.
Arte e personalização
Outra alternativa que tem ganhado espaço no mercado pet é o da personalização. A artista Bárbara Silva, de São José do Rio Preto, apostou no segmento para divulgar e vender seus trabalhos pela internet. Sem precisar sair de casa, ela produz ilustrações e quadros pintados à mão que retratam os animais de estimação.
"Inicialmente foi por hobby, depois vieram as encomendas. Sempre ligado à família, o pessoal buscava também pelo pet, eternizar algum momento ali com seu animal", explica Bárbara, que desenvolve desde ilustrações baseadas em fotografias a retratos realistas.
Trabalho desenvolvido por Bárbara Silva em São José do Rio Preto (SP)
De tutora a 'Babá de Pets'
A relação de afeto entre tutores e pets é um dos propulsores da demanda por serviços no setor. A jornalista Lays Carvalho, responsável por nove gatos e por uma cadela da raça border collie, faz parte do grupo de clientes que não poupa mimos para os animais, investindo em petiscos, brinquedos e acessórios.
Contudo, além de consumidora, ela também viu no mercado uma oportunidade de renda extra e atua há 10 anos como babá de animais (pet sitter).
Jornalista de Rio Preto (SP) vira pet sitter ao ver oportunidade de crescimento no mercado
"Comecei cuidando dos pets de uma amiga, que me indicou para uma outra pessoa, e aí foi uma sequência assim que eu não tive controle. E daí eu percebi que esse mercado era bem aquecido aqui", relata Lays, destacando entre universitários e pessoas com rotinas de trabalho extensas que precisam de suporte no cuidado com os animais.
Procurado pela TV TEM, o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Wagner Jacometi, explicou que, para quem deseja ingressar no setor, o recomendado é realizar um bom planejamento, analisar o público-alvo e identificar qual formato de serviço ou produto atende melhor às necessidades locais.
Consultor do Sebrae explica sobre a importância do planejamento para investir em um novo negócio
Atividades como passeador de cães (dog walker) ou atendimento a domicílio exigem capital inicial muito baixo se comparadas à abertura de uma clínica veterinária ou de uma loja de produtos físicos, mas demandam o mesmo nível de profissionalismo.
"Se eu pegar no segmento de pets em que eu me proponho a fazer visitas às pessoas de tal forma que eu vou passear com esse cachorro, eu não tenho um investimento muito alto", salienta o especialista.
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