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Conselho de Odontologia do DF cassa registro de dentista acusado de estuprar oito pacientes

Dentista Gustavo Najjar foi preso suspeito de estuprar paciente no DF

G1 — Brasil · 2026-08-26T04:00:18.000Z

Dentista Gustavo Najjar foi preso suspeito de estuprar paciente no DF

O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal decidiu, por unanimidade, cassar o exercício profissional do cirurgião-dentista Gustavo Chiovatto Najjar, acusado de estupro por pelo menos oito pacientes e condenado em 2024 um dos casos.

A decisão foi tomada no início deste mês, mas ainda precisa ser confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia.

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Na decisão, os conselheiros afirmam que a conduta violou deveres de "respeito, dignidade, boa-fé, lealdade, probidade e proteção da pessoa atendida", além de comprometer a confiança na relação entre dentista e paciente.

O documento afirma ainda que, diante da “excepcional gravidade das infrações éticas reconhecidas”, a cassação do exercício profissional foi considerada uma medida adequada e proporcional.

A TV Globo procurou a defesa de Gustavo Najjar, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia recebido resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.

Condenação por estupro

Em 2024, o dentista foi condenado pela 3ª Vara Criminal de Brasília a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto. A defesa informou, na época, que iria recorrer.

Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima conheceu Najjar pelas redes sociais e foi ao consultório dele para uma avaliação relacionada a procedimento estético.

Vítima de dentista afirma que espera que "justiça seja feita".

A mulher relatou à polícia que, durante a consulta, o dentista passou a fazer perguntas sobre seu corpo e, em seguida, a violentou sexualmente.

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Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões compatíveis com abuso sexual. Também foram encontrados espermatozoides no material biológico coletado da vítima, e um exame de DNA identificou material genético compatível com o de Najjar.

Após a primeira denúncia, outras sete mulheres procuraram a Polícia Civil.

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