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Piloto sobrevive à queda de avião na Grande BH
G1 — Brasil · 2026-08-26T07:00:22.000Z
Piloto sobrevive à queda de avião na Grande BH
O piloto Gustavo Monteiro Couto, de 29 anos, que sobreviveu à queda de um avião monomotor em Mateus Leme, na Grande BH, disse à TV Globo que a aeronave perdeu potência e começou a pegar fogo ainda no ar. Ele acionou o paraquedas do avião antes da queda.
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"Eu tive uma perda de potência. Quando vi que estava tendo algum problema, que não ia ter mais controle da aeronave, tirei a aeronave de cima da cidade de Mateus Leme e procurei um lugar melhor para um pouso de emergência. E aí eu vi que estava pegando fogo e acionei o paraquedas", contou.
Gustavo recebeu alta do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (25). O piloto disse que tentou os procedimentos de emergência para recuperar a potência da aeronave antes de recorrer ao equipamento.
"Eu realizei todos eles para ver se conseguia uma potência novamente. Como não consegui, ele tem esse dispositivo", afirmou.
Gustavo contou que teve medo durante a queda.
"Teme. É ruim, não é um sentimento gostoso, é muito ruim. Toda hora pedindo a Deus para lembrar de todas as coisas que têm que ser feitas e guardar a gente."
Imagens feitas por moradores mostram o avião descendo com o paraquedas acionado e liberando muita fumaça. Depois de atingir o solo, a aeronave foi destruída pelo fogo. Segundo o piloto, a fumaça dentro da cabine dificultou os procedimentos de emergência.
"Eu acredito que o paraquedas me ajudou muito, porque, com a fumaça dentro da cabine, fica difícil você fazer todos os procedimentos. E é nesse momento que eu falei: 'Pô, eu não consigo mais'."
GIF - avião de pequeno porte cai e pega fogo na Grande BH
Avião de pequeno porte cai e pega fogo na Grande BH
Após a queda
Gustavo afirmou que só deixou a aeronave depois que ela já estava no chão. Produtores rurais que estavam na região encontraram o piloto consciente. Mateus Macieira, um dos primeiros a chegar ao local, contou que ele pediu água.
"Eu pedi socorro, não porque estava em perigo, mas para poder tomar um gole de água, porque estava doendo a garganta. Me deram, me colocaram no carro e me levaram para a unidade de saúde", disse Gustavo.
Ele foi levado inicialmente para uma unidade de saúde em Serra Azul e, depois, para a UPA de Mateus Leme. Segundo a Polícia Militar, o piloto teve queimadura nas vias aéreas e inalou fumaça. Por precaução, foi transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Aeronave ficou destruida pelo fogo
'Agora é viver'
Na saída do hospital, Gustavo se emocionou ao falar sobre o reencontro com o filho, que completa 2 anos nesta quarta-feira (26).
"Dá vontade de chorar. [...] Dá para ver ele, abraçar, sentir o cheiro dele. E agora viver."
O piloto também agradeceu por ter sobrevivido.
"O sentimento é só de agradecer a Deus por ter dado toda a iluminação e dar tudo certo, a porta estar aberta na hora certa, eu poder respirar, o paraquedas ter funcionado, tudo certo. É só agradecer a Deus mesmo por mim e pela minha família."
A esposa dele, Brenda Monteiro Couto, também falou sobre o momento.
"É um susto que a gente passa, mas acho que a alegria é ainda maior. [...] É uma vida que ele deu novamente para o meu esposo. [...] É o melhor presente que eu poderia ter."
Gustavo Monteiro Couto, de 29 anos, recebeu alta do Hospital João XXIII nesta terça-feira (25)
Piloto Gustavo Couto de Salles Victor Filho
O avião, um Cirrus Design SR22, de prefixo PR-VMI, decolou por volta das 7h45 do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. A aeronave caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme. Gustavo era o único ocupante.
De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião era de uso particular, estava em situação regular e tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 26 de setembro de 2026. Não havia restrições registradas para a aeronave.
O modelo possui o CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), sistema de paraquedas integrado à fuselagem e projetado para reduzir a velocidade da aeronave durante uma situação de emergência.
Segundo a administração do Aeroporto da Pampulha, durante o voo não houve comunicação entre o piloto e a torre de controle relatando emergência, pane ou outra ocorrência.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma equipe do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foi acionada para realizar a ação inicial da ocorrência.
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