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Análise: Cruzeiro vive espiral preocupante e perde boa chance de abrir vantagem contra rival

Melhores Momentos de Cruzeiro x Atlético

ge — Futebol · 2026-08-26T07:00:18.000Z

Melhores Momentos de Cruzeiro x Atlético

O Cruzeiro repetiu um roteiro recente e não conseguiu abrir vantagem diante do Atlético-MG, nas quartas de final da Copa do Brasil. Empate por 1 a 1, no Mineirão, e tudo em aberto para o time de Artur Jorge decidir o futuro na competição jogando na casa adversária.

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O treinador mexeu no time, mas dentro do que era esperado. Manteve o esquema com três homens no meio e dois de velocidade no ataque. As alterações foram nas entradas de Fagner e Villalba, na tentativa de dar proteção maior pelos lados do campo, onde o time sofreu nos dois últimos jogos contra o Flamengo.

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Mas, na prática, o primeiro tempo não demonstrou uma mudança efetiva no Cruzeiro. A equipe teve dificuldades para sair jogando e, sem a bola, deu espaços exagerados no meio-campo. Especialmente para Fred, que dominou o setor, e Bernard, que se movimentou da esquerda para o centro. Uma espécie de Déjà vu com o que Samuel Lino e Arrascaeta fizeram na última semana.

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Com um pouco de sorte e enfrentando adversário com menos qualidade técnica na comparação com o Flamengo, o Cruzeiro não teve prejuízo no placar. Otávio pouco trabalhou no primeiro tempo, que terminou com ligeira melhora do time de Artur Jorge.

E, assim como aconteceu nos dois últimos jogos, o retorno para o segundo tempo representou o crescimento definitivo do Cruzeiro em campo. Sem mexer em peças de meio e ataque – João Marcelo entrou na vaga de Jonathan, por lesão –, a equipe passou a controlar o adversário e criou espaços com naturalidade.

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Boas triangulações terminaram em finalizações perigosas de Fagner e Gerson. Também com uma boa trama, abriu o placar. Lançamento vertical de Fabrício Bruno, escorada de primeira de Matheus Pereira, e finalização certeira de Arroyo. O cenário não poderia ser melhor.

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O Cruzeiro vivia o seu momento de protagonismo no jogo, tinha o ambiente a favor e criava espaços que indicavam o segundo gol mais perto do que o empate adversário. Mas a vantagem durou só dez minutos. Não por um erro coletivo, mas por vários vacilos individuais: Wesley perdeu a bola, Fagner e Fabrício não marcaram Lodi, e Otávio levou gol no canto em que deveria proteger.

Assim como no jogo decisivo da Libertadores, no Maracanã, o Cruzeiro desperdiçou o seu melhor momento no jogo ao levar um gol totalmente evitável. Artur Jorge mexeu nas peças de frente. Deu fôlego e movimentação, mas foi visível a queda técnica. Tem sido raro os reservas impactarem positivamente no jogo da equipe. De lado a lado, o fim de jogo foi pobre, nada empolgante.

Fred e Fagner em Atlético-MG x Cruzeiro

Foram vários os problemas coletivos do Cruzeiro, especialmente no primeiro tempo. Mas, individualmente, o roteiro foi parecido com duelos recentes. Além das falhas no gol atleticano, o time teve mais uma partida de baixíssimo índice técnico de Kaio Jorge, enquanto Wesley foi preza fácil na esquerda do ataque. Gerson também não fez grande primeiro tempo, mas melhorou no segundo, influenciando no crescimento do time.

A disputa está totalmente aberta. O Cruzeiro tem um bom time e já demonstrou, em diferentes cenários, que sabe ser forte como visitante. No entanto, não dá para negar: hoje, é menos confiável do que era há dez dias.

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