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El Niño volta ao Amapá em 2026, mas com impactos menos graves que na crise de 2023.
G1 — Brasil · 2026-08-26T08:03:21.000Z
El Niño volta ao Amapá em 2026, mas com impactos menos graves que na crise de 2023.
Rafael Aleixo/Arquivo g1
O Amapá e outros estados do centro-norte da Amazônia Legal enfrentam um cenário de chuvas abaixo da média histórica e temperaturas acima do normal ao longo do trimestre agosto-setembro-outubro (ASO).
O alerta consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño (2026-2027) e indica riscos crescentes de deficiência hídrica no solo, pressão sobre o setor agropecuário e aumento severo de incêndios em vegetações rurais e urbanas.
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🌦Por que vai chover menos no Amapá?
Climatologicamente, o trimestre ASO marca o fim da estação seca e a transição para o período chuvoso na região.
No entanto, o fortalecimento do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera a circulação dos ventos e atrasa a chegada do chamado "inverno amazônico".
Segundo a previsão do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o padrão para os próximos meses será marcado por precipitações mal distribuídas e intercaladas por longos períodos de estiagem:
🌧Chuvas isoladas: A precipitação ocorrerá por meio de episódios convectivos isolados (pancadas rápidas e locais), com acumulados mensais que podem ser inferiores a 20 mm durante o mês de agosto.
🌞Radiação solar e calor: A menor cobertura de nuvens associada à baixa umidade relativa do ar aumentará a incidência de radiação solar direta sobre o estado, elevando o desconforto térmico da população.
🌅Impacto no solo e rios: Os longos intervalos sem chuva impedem a recuperação da umidade do solo e limitam a recarga dos níveis de rios e igarapés amapaenses.
Apesar do alerta, o relatório aponta uma condição mais amena quando comparada ao ápice da crise do último super El Niño (biênio 2023/2024). Em junho de 2026, a intensidade da seca no Norte se mostrou menos severa do que no mesmo período de 2023.
O Monitor de Secas ressalta que não é possível fazer uma comparação em termos percentuais diretos para o Amapá e Roraima, pois ambos os estados ainda não faziam parte da rede de monitoramento à época.
No entanto, o mapeamento atual indica que estados vizinhos que registraram focos de "seca grave" em 2023 — como Amazonas, Acre e Rondônia — não apresentam a mesma severidade no ciclo atual.
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Impactos nos setores produtivos e ambientais
A persistência do tempo seco trará reflexos diretos na economia e no meio ambiente do Amapá. A falta de umidade deve afetar as pastagens e o manejo agrícola, além de pressionar o abastecimento de água em áreas mais vulneráveis.
O aumento do risco de queimadas exige atenção redobrada das autoridades ambientais e da população para evitar incêndios florestais e urbanos durante todo o período de estiagem.
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