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Marido que enterrou professora em casa: Justiça determina novas perícias e quebra de sigilos

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal

G1 — Brasil · 2026-08-26T08:29:19.000Z

Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal

A Justiça de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário e telefônico da professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, morta e enterrada no quintal de casa. O marido dela, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, foi preso em abril acusado de cometer o crime.

A morte de Elisângela foi descoberta em 24 de abril, após ela desaparecer por cerca de cinco dias. Jacemir foi preso depois de confessar informalmente ter agredido a vítima com um tapa no rosto durante uma discussão em casa, na madrugada de 21 de abril.

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À época, Jacemir disse que a mulher caiu no chão ao ser atingida, começou a convulsionar e morreu no local. Ele cavou um buraco na residência e cobriu o corpo da esposa com blocos de areia de uma obra que ainda seria feita.

Na última terça-feira (25), a Justiça cobrou do Instituto de Criminalística (IC) a conclusão dos exames toxicológico (que identifica a presença de álcool, drogas ou outras substâncias no organismo) e anatomopatológico (que analisa tecidos do corpo para identificar alterações ou possíveis causas de doenças e lesões).

Também foram solicitadas complementações dos laudos necroscópico (exame realizado no cadáver por um médico legista) e perinecroscópico (perícia realizada ao redor do cadáver).

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O Judiciário ainda apontou que houve um erro na perícia do telefone da vítima. O material apresentado tinha apenas dados de 2024, mas o período considerado importante para o desdobramento do caso é de 21 a 24 de abril de 2026, quando Jacemir foi acusado de utilizar o aparelho.

A investigação apontou que Jacemir criou um perfil falso a partir de uma suposta separação conjugal e saída dela para outro município (veja na foto abaixo). A Justiça determinou uma nova extração de e-mails, SMS, WhatsApp e Instagram desse período.

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Além disso, a Justiça também autorizou a quebra do sigilo bancário e telemático (de dados e comunicações realizadas por meios digitais) da vítima. O PicPay deverá fornecer o extrato completo das movimentações entre 1º e 25 de abril, além dos registros de acesso e alterações cadastrais.

Isso porque, durante a investigação, o PicPay informou que a única alteração cadastral ocorreu em 1º de abril, mas a perícia encontrou mensagens indicando que telefone e e-mail da vítima foram alterados no dia 21 do mesmo mês.

Por isso, o juiz determinou que o PicPay informe quem acessou a conta, IPs utilizados, alterações de telefone, e-mail e senha e outras mudanças cadastrais.

“A providência é necessária e proporcional para verificar a movimentação financeira, apurar eventual apropriação ou transferência indevida de valores e possibilitar o esclarecimento da suposta motivação da hipótese de crime”, destacou o juiz, na decisão.

O g1 entrou em contato com a defesa de Jacemir, que informou que não irá se manifestar no momento. Questionada sobre a conclusão dos laudos, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não deu retorno até a última atualização desta reportagem.

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