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A Polícia Federal (PF) de Campinas (SP) deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Porteira Fechada, que mira um servidor público suspeito de receber vantagens indevidas para interferir em processos da administração pública.
G1 — Campinas e Região · 2026-08-26T11:53:11.000Z
A Polícia Federal (PF) de Campinas (SP) deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Porteira Fechada, que mira um servidor público suspeito de receber vantagens indevidas para interferir em processos da administração pública.
A PF apura possíveis crimes de corrupção e violação de sigilo funcional, ou seja, quando um servidor divulga ou usa informações que deveriam ser mantidas em segredo por causa do cargo.
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A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Bragança Paulista (SP), Osasco (SP) e São Paulo (SP), além do Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas.
A Justiça Federal também determinou que o servidor seja afastado temporariamente das funções enquanto o caso é investigado. A identidade do alvo e o cargo ocupado por ele não foram divulgados. Por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele.
Polícia Federal faz buscas em SP e no DF por suspeita de vantagem indevida
Polícia Federal de Campinas/Divulgação
Desdobramento de operação de 2024
A nova investigação começou a partir de informações encontradas em outra operação da PF, a Crédito Pirata, realizada em 2024.
Na época, a polícia investigou um grupo suspeito de apresentar documentos falsos à Receita Federal para reduzir ou quitar dívidas de impostos de forma irregular. Era estimado que as fraudes poderiam chegar a R$ 1 bilhão.
Segundo a PF, o principal alvo da nova operação é suspeito de receber vantagens indevidas para interferir em processos administrativos.
A PF também encontrou sinais de irregularidades em acordos feitos por empresas para negociar dívidas de impostos.
Segundo a investigação, essas empresas já tinham histórico de suspeitas de fraude em operações usadas para reduzir ou quitar tributos. A polícia apura se elas foram beneficiadas de forma irregular com a redução das dívidas que tinham com o governo.
A PF vai analisar documentos, materiais e aparelhos apreendidos durante as buscas. O objetivo é descobrir se outras pessoas, entre elas servidores públicos e outros profissionais, também participaram das irregularidades investigadas.
IMAGEM DE ARQUIVO: Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão no interior e na capital paulista durante Operação Crédito Pirata, em 2024
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