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Lucas Ferreira Galhardo
G1 — Brasil · 2026-08-26T13:43:06.000Z
Lucas Ferreira Galhardo
Lucas Ferreira Galhardo, apontado pela Polícia Civil como braço direito e responsável por operações de Gilson Rodrigues Santos, conhecido como "Russo", uma das lideranças da facção e atualmente preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), foi preso nesta quarta-feira (26), em Mato Grosso. Ele é suspeito de ajudar a esconder bens e movimentar dinheiro da organização por meio de contas próprias e de terceiros.
A prisão faz parte da segunda fase da Operação Roleta Russa 2, que também cumpre um mandado de busca e apreensão. A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
A justiça também determinou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros relacionados ao principal investigado. Para outro suspeito e uma empresa ligada a ele, foi autorizado bloqueio de até R$ 20 mil.
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Suspeito teria ajudado a esconder patrimônio
De acordo com as investigações, Lucas teria ajudado "Russo" a ocultar e disfarçar a origem de bens obtidos ilegalmente. Ele também seria responsável por movimentar recursos da organização usando diferentes contas bancárias e por intermediar a compra e a transferência de veículos.
Entre os bens identificados está um carro avaliado em mais de R$ 150 mil. Conforme a investigação, o veículo seria de "Russo", mas foi colocado no nome da mãe de Lucas. O automóvel permanecia na casa do investigado e, segundo a polícia, estaria disponível para outra integrante da organização.
O suspeito também teria participado da negociação de outro veículo que, de acordo com a apuração, foi comprado por "Russo" e posteriormente entregue a uma integrante da facção.
Polícia identifica movimentações por diferentes contas
A polícia identificou ainda uma sequência de transferências, Pix e rateios feitos por meio de contas de Lucas e de outras pessoas. Para os investigadores, o uso de diferentes contas indica uma tentativa de fazer circular os recursos atribuídos à organização criminosa.
A investigação aponta que Lucas trabalhava com "Russo" havia cerca de cinco anos. Durante a apuração, também surgiram informações sobre possível envolvimento dele em outros crimes, como posse ilegal de arma de fogo e homicídios.
Segunda fase surgiu após análise de apreensões
A nova etapa da operação foi realizada após a análise de materiais apreendidos na primeira fase, em maio deste ano. Na ocasião, foram cumpridas 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção investigados por tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá.
Nesta quarta-feira, além da prisão de Lucas, os policiais cumprem um mandado de busca e apreensão. A Justiça também determinou bloqueios de até R$ 100 mil e R$ 20 mil em ativos financeiros de investigados.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros integrantes da organização, além de esclarecer como funcionava a estrutura usada para movimentar e esconder recursos.