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Casal de pastores é denunciado à Justiça por estuprar ao menos seis adolescentes em Roraima

Casal de pastores suspeito de estuprar ao menos seis meninas segue foragido em RR

G1 — Brasil · 2026-08-26T14:41:20.000Z

Casal de pastores suspeito de estuprar ao menos seis meninas segue foragido em RR

O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou à Justiça os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, por estuprar ao menos seis meninas em Boa Vista. Os dois estão foragidos.

A denúncia, à qual o g1 teve acesso nesta quarta-feira (26), foi apresentada pela Promotoria de Justiça Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual, Crimes do Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto do Idoso no dia 21 de agosto.

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O g1 procurou a defesa dos pastores, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem.

Wenderson e Arielly foram investigados pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio do Departamento de Inteligência (Deint) da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). A denúncia do Ministério Público foi apresentada após a conclusão do inquérito policial.

Casal de pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24, são investigados pela Polícia Civil de Roraima por estupro

Segundo a denúncia, o casal usava a fé e a posição de liderança religiosa para manipular as vítimas. A Polícia Civil identificou seis vítimas, com idades entre 12 e 17 anos. O relatório policial aponta que os suspeitos ofereciam dinheiro e outras vantagens para que elas mantivessem os abusos em segredo.

Para o MPRR, o casal seguia um padrão de abordagem semelhante em relação às vítimas. Wenderson fazia uma aproximação inicial cordial e “brincalhona”, enquanto Arielly fazia convites e oferecia atenção às adolescentes.

Além disso, os dois isolavam as vítimas, distorciam passagens bíblicas para justificar os crimes sexuais e exploravam o temor reverencial delas à autoridade pastoral.

Na denúncia, o MPRR pediu a condenação dos dois e o pagamento de indenização por danos morais às vítimas. Para Wenderson, o valor solicitado é de R$ 560 mil. Para Arielly, R$ 195 mil.

Quem é o casal de pastores suspeito de estuprar meninas em Roraima

Casal de pastores suspeito de estuprar meninas em Roraima está foragido

Casal de pastores é suspeito de abusar sexualmente de seis meninas em Roraima

Pastores suspeitos de estuprar meninas em RR fugiram para AM após denúncias das vítimas, diz polícia

Wenderson é acusado de seis crimes: estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

A investigação contra o casal começou em abril de 2026, a partir da denúncia de uma adolescente, de 14 anos. Depois, outras cinco vítimas relataram que também tinham sido abusadas pelo casal.

A Justiça decretou a prisão do casal em julho. Os dois estão foragidos há mais de um mês. Segundo o depoimento de uma vítima, eles fugiram de Boa Vista no dia 27 de abril e levaram dinheiro dos dízimos e das ofertas da igreja.

A Polícia Civil identificou que a pastora atraía e se aproximava das vítimas, enquanto o marido utilizava a posição de líder religioso e interpretações de passagens bíblicas para convencê-las de que os atos sexuais tinham propósito espiritual.

Casal de pastores investigados Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza

'Preservar e defender os valores da família'

Wenderson é natural de Manaus, e Arielly nasceu em Roraima. A igreja comandada pelos pastores foi registrada em 2022 em nome do pastor e funciona no bairro Cinturão Verde, na zona Oeste de Boa Vista.

A ata de fundação da congregação é datada de 13 de agosto de 2021. Wenderson é o presidente da instituição, enquanto Arielly Kamila ocupa o cargo de vice-presidente.

No documento, a igreja é descrita como uma "instituição civil, religiosa e evangélica", "sem fins lucrativos, com sustento, propagação e governo próprios".

Ainda em agosto de 2021, a congregação passou a usar as redes sociais para divulgar as reuniões religiosas. Entre os temas dos cultos, sempre ministrados por Wenderson e Arielly, estavam a família, com passagens bíblicas como "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa".

O casal também conduzia reuniões de doutrina para ensinar os mandamentos bíblicos aos fiéis. Segundo a investigação, a pastora atraía e se aproximava das vítimas, enquanto o marido utilizava a posição de líder religioso e interpretações de passagens bíblicas para convencê-las de que os atos sexuais tinham propósito espiritual.

Casal investigado por estuprar meninas usava religião para manipular vítimas em RR

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