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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o Brasil "está pronto" para avançar com o fim da escala 6x1 e da taxa das blusinhas, e com as propostas que tratam de segurança pública e dos minerais críticos.
G1 — Brasil · 2026-08-26T14:40:17.000Z
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o Brasil "está pronto" para avançar com o fim da escala 6x1 e da taxa das blusinhas, e com as propostas que tratam de segurança pública e dos minerais críticos.
O petista deu a declaração antes de uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele afirmou que, no encontro com os parlamentares, vai tratar, "com a urgência que o povo brasileiro precisa", dos quatro temas.
"Hoje é um dia importante para o nosso futuro. Vou me reunir com os presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) para tratar, com a urgência que o povo brasileiro precisa, de quatro assuntos: fim da escala 6 x 1 e da taxa das blusinhas, PEC da Segurança Pública e o Marco Legal dos Minerais Críticos", disse.
"O Brasil está pronto para dar estes passos e para garantir mais tempo e segurança para as famílias brasileiras", acrescentou Lula em uma rede social.
A expectativa do governo é que os temas avancem na próxima semana, quando o Congresso terá as últimas votações antes da eleição em 4 de outubro.
Fim da 6x1 na pauta da CCJ
A PEC que reduz a jornada de trabalho no país está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode ser votada na próxima quarta-feira (2). No Senado e no governo, aliados de Lula começaram a pressionar os senadores para que a votação no plenário do Senado se dê no mesmo dia.
Uma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado. Depois da votação em primeiro turno, deve-se esperar cinco dias úteis para a votação em segundo turno.
No entanto, governistas argumentam que, se houver vontade política, uma PEC não precisa demorar tanto para ser aprovada. Os senadores citam outros momentos em que propostas tiveram as votações em dois turnos feitas uma seguida da outra.
O presidente do Senado não descartou a possibilidade, mas também não fez nenhuma promessa aos governistas. A expectativa no Senado é de que a conversa entre Lula e Alcolumbre possa mudar a situação.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(c), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP)(e), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB), em imagem de arquivo
Wilton Junior/Estadão Conteúdo