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Avalanche de lama no Nepal e Tibete: o que se sabe até agora e o que falta esclarecer

Pessoas fogem de deslizamento de terra na fronteira do Nepal com o Tibete

G1 — Brasil · 2026-08-26T14:37:54.000Z

Pessoas fogem de deslizamento de terra na fronteira do Nepal com o Tibete

A região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na cordilheira do Himalaia, foi alvo de um grande desastre natural, que deixou mortos e muita destruição, nesta quarta-feira (26).

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Um enorme deslizamento de terra destruiu o porto de Gyirong, no Tibete, por volta das 10h30 no horário local. Imagens registradas por câmeras de vigilância mostraram as pessoas que estavam no local tentando fugir da avalanche de lama (veja no vídeo acima).

Imagens mostram inundação devastadora em vilas do Nepal

Já do lado do Nepal, várias vilas à beira do rio sofreram com enchentes que deixaram mortos e várias casas e estradas destruídas.

Imagens postadas em redes sociais, feitas por testemunhas, e da imprensa local mostram localidades inteiras cobertas pela lama e em meio à forte correnteza (veja acima).

Veja o que já se sabe sobre a tragédia abaixo:

Onde ocorreu o desastre?

Qual o número de mortos e desaparecidos?

Qual a nacionalidade dos turistas desaparecidos?

O que causou a tragédia?

O que dizem as autoridades

Infográfico sobre tragédia na fronteira do Nepal com o Tibete (atualizado 11h30)

Dhara Pereira / Arte g1

Onde ocorreu o desastre?

O desastre atingiu a região montanhosa da fronteira entre o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e o condado de Gyirong, na região chinesa do Tibete.

No lado nepalês, as áreas de Syapru Besi e Timure, próximas ao rio, aparecem entre as mais afetadas.

No lado tibetano, uma avalanche de lama, água e rochas atingiu o porto terrestre de Gyirong, importante passagem de turistas entre Nepal e China, localizada na região de Shigatse.

O deslizamento interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia no lado chinês. No Nepal, a enxurrada destruiu casas, pontes, estradas e instalações de geração de energia.

Qual o número de mortos e desaparecidos?

De acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades, por volta das 11h do horário de Brasília, o número de mortos chegou aos 95.

Mais de 400 pessoas ainda estão desaparecidas, sendo 341 turistas.

Qual a nacionalidade dos turistas desaparecidos?

Um levantamento preliminar do Conselho de Turismo do Nepal identificou 341 viajantes reportados como desaparecidos nas áreas afetadas. Entre os países com cidadãos desaparecidos estão:

Reino Unido: 12

África do Sul: 4

Estados Unidos: 3

Países Baixos: 1

Indianos não residentes: 37

Nacionalidade ainda não confirmada: 161

A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou separadamente que cerca de oito cidadãos do país, trabalhadores da hidroelétrica local, também estão desaparecidos.

O Itamaraty ainda não tem informações sobre brasileiros no local.

O que causou a tragédia?

Um terremoto de magnitude 4,4, com epicentro a 10 quilômetros de profundidade, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) na região, pouco antes do incidente, pode ter causado o deslizamento e as inundações.

A suspeita é de que o tremor tenha desencadeado uma avalanche de gelo e rochas no rio Lhende Khola, do lado nepalês, provocando as inundações.

A região havia passado por intensas chuvas antes, que estava congeladas e represadas. Com o tremor, esse gelo foi rompido e a água liberada com intensidade. Isso explica a enchente repentina.

O que dizem as autoridades

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, convocou uma reunião de emergência da autoridade nacional responsável pela gestão de desastres.

Segundo ele, policiais, militares, equipes médicas, escoteiros e integrantes da Cruz Vermelha foram mobilizados. As operações aéreas, porém, estavam prejudicadas porque o nível da água impedia o pouso de helicópteros nas áreas mais afetadas.

Do lado chinês, o presidente Xi Jinping determinou esforços máximos para localizar os desaparecidos e pediu o reforço do monitoramento e dos sistemas de alerta contra novos desastres.

As autoridades também alertaram para o risco de uma segunda inundação, porque um bloqueio de gelo e rochas permanecia no curso superior do rio Lhende Khola, com água acumulada atrás da barreira. Alertas de cheia chegaram a ser emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh.

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