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André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) são favoráveis ao fim da escala 6x1.
G1 — Brasil · 2026-08-26T14:34:16.000Z
André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) são favoráveis ao fim da escala 6x1.
Aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) declararam ser favoráveis ao fim da escala 6x1, mas defenderam cautela na discussão da proposta. Ambos disputam uma vaga no Senado com apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
🔎 As falas ocorrem em meio ao debate sobre a PEC que prevê o fim da escala 6x1. O texto propõe diminuir o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas, incentivando a transição para a escala 5x2 (cinco dias trabalhados e dois de descanso), sem redução de salários. Embora o PL não tenha se colocado contra a proposta, integrantes do partido e aliados de Flávio Bolsonaro defendem que a votação ocorra somente após as eleições. A campanha do senador argumenta que uma mudança dessa dimensão deve ser discutida com mais profundidade antes de ser analisada pelo Congresso.
As declarações foram dadas durante sabatinas promovidas pela Jovem Pan nesta semana. André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foi entrevistado na quarta-feira (26), enquanto Derrite participou do evento na segunda-feira (24).
Apesar de defenderem a redução da jornada de trabalho, os dois candidatos afirmaram que a mudança precisa ser acompanhada de um debate com empresários, representantes dos trabalhadores e demais setores da sociedade. Eles demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre a atividade econômica e o emprego.
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Ao comentar o assunto, o presidente da Alesp afirmou que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores ao ampliar o tempo de convívio com a família. O candidato, no entanto, disse que a discussão deve ocorrer com responsabilidade para evitar prejuízos ao setor produtivo e possíveis demissões.
"Nós temos que ser a favor, porém nós não podemos deixar que nós prejudiquemos o setor produtivo e depois você ter uma demissão em massa dessas pessoas", afirmou.
O deputado estadual também defendeu que o Senado promova um debate amplo sobre o tema com empresários e a sociedade civil para encontrar uma solução que beneficie os trabalhadores sem comprometer a geração de empregos.
Já Derrite afirmou que votaria a favor da proposta, mas ponderou que a discussão precisa avançar com cautela para evitar impactos negativos sobre o emprego.
"A gente tem que fornecer essa qualidade de vida para o trabalhador sem uma escala abusiva e ao mesmo tempo não pode exagerar a ponto de aquilo que parece um ponto favorável se tornar taxa de desemprego", disse.
"Eu vejo que tem pontos positivos e eu votaria a favor. Agora tem que tomar cuidado e analisar com muita cautela para que isso não seja motivo de a gente querer favorecer o trabalhador e, na verdade, gerar o desemprego dele", afirmou.