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Cão policial se aposenta após diagnóstico de câncer, fica deprimido e é colocado de volta ao trabalho no Paraná

Cão policial se aposenta com câncer, fica deprimido e é colocado de volta ao trabalho

G1 — Brasil · 2026-08-26T14:33:07.000Z

Cão policial se aposenta com câncer, fica deprimido e é colocado de volta ao trabalho

O cão farejador Raio, da Polícia Civil do Paraná, que foi aposentado após ser diagnosticado com câncer, voltou ao trabalho depois de apresentar sinais de depressão durante a aposentadoria.

Há cerca de um mês, ele voltou a acompanhar operações e contribuiu para a prisão de seis suspeitos.

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Raio precisou amputar uma das pernas durante o tratamento contra o câncer, um tipo agressivo de câncer ósseo, chamado de osteossarcoma. Por causa da doença, a equipe do Núcleo de Operações com Cães (NOC), de Pato Branco, decidiu antecipar a aposentadoria do animal, que aconteceu em abril deste ano.

A rotina longe das operações, no entanto, não fez bem ao cão. Segundo a equipe que acompanha Raio, ele passou a apresentar sinais de depressão e a ficar mais apático.

Raio voltou ao trabalho no Paraná

Juliano Riboli / PCPR

A solução encontrada foi devolver ao animal parte da rotina que ele tinha antes, mas com algumas limitações.

Agora, Raio participa de operações consideradas mais simples, em locais onde não precise subir escadas ou enfrentar obstáculos que possam comprometer a pata amputada.

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Uma carreira de mais de 600 prisões

Antes de se aposentar, Raio participou de centenas de operações da Polícia Civil em mais de 200 cidades do estado. Segundo a Polícia Civil, ele era considerado um dos principais cães farejadores da corporação.

Conhecido pela atuação em operações contra o crime organizado, o animal somou números expressivos ao longo da carreira. Foram mais de 12 toneladas de drogas apreendidas e participação na prisão de mais de 600 suspeitos ao longo de sete anos de trabalho.

Raio trabalhou na polícia durante sete anos

Polícia Civil do Paraná

De acordo com o agente da Polícia Judiciária Juliano Riboli, tutor e parceiro do animal nas operações, o trabalho de Raio marcou a atuação da unidade.

“Ele é um raio de luz que transformou a atividade de operações com cães na polícia. Chegou com brilho, vontade e uma entrega tão grande que impactou o nosso estado”, afirmou.

Entre as ocorrências de destaque, o policial cita uma ação em que o cão ajudou a interceptar munições de fuzil.

“Teve uma ocorrência em um ônibus em que ele evitou que 500 munições de fuzil chegassem ao Rio de Janeiro”, disse.

Juliano pretende adotar o Raio

Polícia Civil do Paraná

Do trabalho policial para o apoio a pacientes com câncer

A nova rotina do cão não se limita às operações.

Raio também começou a participar de eventos sociais. Na semana passada, acompanhou uma palestra para estudantes do curso de Direito.

Nas próximas semanas, a previsão é que ele visite um hospital especializado no tratamento de câncer para acompanhar pacientes durante o tratamento.

A ideia é que a presença do cão ajude pessoas que, assim como ele, estão enfrentando a doença.

Animal participa de eventos

Juliano Riboli / PCPR

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