ITATIBA1

Caiado diz que irá acabar com 'aprovação automática' no sistema de ensino

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, em sabatina no O Globo, Valor e CBN

G1 — Política · 2026-08-26T14:30:04.000Z

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, em sabatina no O Globo, Valor e CBN

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta quarta-feira (26) que, se eleito, vai acabar com a aprovação automática no sistema de ensino. Em sabatina da CBN, Valor Econômico e O Globo, o candidato afirmou que a progressão dos estudantes deve ocorrer com base em “proficiência, resultado e nota”.

Ao falar sobre sua gestão em Goiás, Caiado afirmou que não permite que estudantes avancem de ano apenas por critérios de idade. “O que que o Estado, eu não autorizo passar de ano por questões cronológicas de idade. Passa adiante quem tem nota, tá bom”, disse.

“Esse critério não pode prevalecer. Pode prevalecer por proficiência, por resultado e por nota. Se não, nós estamos nesse falso positivo na educação brasileira”, afirmou.

Candidato diz que não detalha cortes porque ainda 'não examinou o paciente'

Na área econômica, Caiado voltou a defender um ajuste nas contas públicas e foi questionado sobre quais despesas pretende cortar para cumprir a promessa de estabilizar a relação entre dívida e PIB já no primeiro ano de governo. O candidato citou como possibilidades a revisão de incentivos fiscais, cortes na estrutura da máquina pública, fechamento de estatais e mudanças na destinação de emendas impositivas.

Ao ser questionado a apontar quais incentivos fiscais seriam cortados, porém, Caiado evitou mais uma vez detalhar setores. “Eu vou levantar cada uma delas e as pessoas vão avaliar se esse programa aqui ele está tendo resultado”, afirmou.

“Sem examinar o paciente, eu não posso dizer”. Segundo ele, antecipar quais benefícios seriam eliminados seria “irresponsável”.

O candidato também disse que pretende estabelecer um limite para o crescimento das despesas. Segundo Caiado, a proposta é corrigir os gastos pela inflação e acrescentar apenas 50% do crescimento do PIB do ano anterior. A partir desse limite, afirmou, o governo teria que decidir “como você vai acomodar” o orçamento e o que seria necessário “priorizar ou cortar”.

Caiado afirmou ainda que não pretende fazer uma nova reforma da Previdência no início de um eventual governo e rejeitou a possibilidade de atingir direitos já adquiridos. “O que que a aposentadoria, você mexer no regime hoje altera no equilíbrio fiscal? Nada, Lauro. Direito adquirido. Você não toca nele”, declarou. Mais adiante, acrescentou: “A reforma da Previdência, ela será tratada no momento em que nós primeiro limparmos a casa”.

Leia no Itatiba1 →