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Dimas Cassimiro (PCO)
G1 — Brasil · 2026-08-26T16:07:59.000Z
Dimas Cassimiro (PCO)
O candidato ao governo do Maranhão, Dimas Cassimiro do Nascimento (PCO), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com sete páginas, o documento conta com as principais propostas do candidato, caso eleito, na chapa formada com a candidata a vice-governadora Charlieth Viana (PCO), pela coligação "Por salário, trabalho e terra".
O plano de governo de Dimas Cassimiro é estruturado em 15 pontos de luta, com propostas voltadas à valorização dos salários e direitos trabalhistas; redução do desemprego; fortalecimento dos serviços públicos; estatização de setores estratégicos; reforma agrária e moradia popular; defesa das liberdades democráticas; soberania nacional sobre recursos naturais; e incentivo à cultura popular.
Confira abaixo por área as principais medidas propostas para o mandato 2027-2030, caso seja eleito em outubro.
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Trabalho, salários e emprego
Na área de trabalho e renda, o programa prevê medidas voltadas à valorização salarial, à redução da jornada de trabalho e à criação de mecanismos de proteção aos trabalhadores diante da inflação e do desemprego. O documento propõe reajustes salariais, mudanças nas relações trabalhistas e ampliação de benefícios sociais.
Entre as principais medidas estão a reposição das perdas salariais, aumento emergencial dos salários, redução da jornada de trabalho e criação de mecanismos de proteção para trabalhadores desempregados.
Veja outras propostas:
Repor integralmente as perdas salariais e promover aumento emergencial de 50% dos salários;
Criar uma política de reajuste automático dos salários conforme o aumento do custo de vida;
Estabelecer salário mínimo considerado suficiente para atender às necessidades dos trabalhadores e suas famílias;
Ampliar o auxílio emergencial, com proposta de Bolsa Família de pelo menos um salário mínimo enquanto durar a situação descrita no documento;
Cancelar dívidas dos trabalhadores com o sistema financeiro;
Reduzir a jornada de trabalho para o máximo de 7 horas por dia, cinco dias por semana;
Proibir demissões e estabelecer ocupação e controle dos trabalhadores sobre empresas que demitam ou ameacem fechar;
Garantir salário-desemprego equivalente ao último salário recebido;
Proibir despejos e cortes de serviços essenciais para trabalhadores desempregados;
Criar passe livre nos transportes para desempregados e trabalhadores da economia informal.
Direitos trabalhistas e Previdência
Na área de direitos trabalhistas, o programa prevê a revogação de reformas consideradas prejudiciais aos trabalhadores e apresenta propostas relacionadas à Previdência Social, aposentadorias e pensões.
Entre as principais medidas estão o cancelamento da reforma trabalhista, mudanças nas regras previdenciárias e cobrança de dívidas de grandes empresas com a Previdência.
Veja outras propostas:
Cancelar a reforma trabalhista e ampliar a legislação de proteção aos trabalhadores;
Defender aposentadorias e pensões;
Revogar reformas contra trabalhadores da ativa e aposentados;
Estabelecer aposentadoria com limite de 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens;
Cobrar dívidas de grandes empresas com a Previdência;
Criar imposto sobre grandes fortunas para garantir recursos para aposentadorias e pensões;
Reajustar aposentadorias e pensões com reposição integral das perdas;
Alterar a gestão dos fundos previdenciários.
Na área de saúde, o programa prevê a ampliação dos investimentos públicos e a expansão da rede de atendimento. O documento propõe medidas voltadas à construção de unidades de saúde, formação de profissionais e aumento da estrutura do sistema público.
Entre as principais medidas estão um plano emergencial para construção de hospitais e postos de saúde, a retomada do programa Mais Médicos e a abertura de novos cursos de formação na área da saúde.
Veja outras propostas:
Destinar mais verbas para a saúde pública;
Criar plano emergencial para construção de hospitais e postos de saúde;
Retomar o programa Mais Médicos;
Validar diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país;
Abrir cursos de medicina, enfermagem e outras áreas da saúde em universidades públicas;
Criar piso salarial de R$ 8 mil para profissionais da saúde.
Na área de educação, o programa prevê aumento de investimentos no ensino público e mudanças na organização das escolas e universidades. O documento propõe medidas relacionadas à gestão escolar, remuneração dos profissionais e acesso ao ensino superior.
Entre as principais medidas estão o aumento das verbas para educação pública, a eleição direta de gestores escolares e universitários e mudanças nas regras de acesso às universidades.
Veja outras propostas:
Destinar verbas públicas somente para o ensino público;
Revogar reformas consideradas contrárias ao ensino público;
Acabar com vestibulares e defender livre ingresso nas universidades;
Criar piso salarial nacional de R$ 8,5 mil para professores;
Garantir eleição de diretores e cargos de gestão nas escolas;
Criar governo tripartite nas universidades, formado por estudantes, professores e funcionários;
Reduzir a jornada de trabalho dos professores para até 30 horas semanais;
Estatizar o ensino pago;
Permitir o uso de celulares nas escolas.
Serviços públicos e funcionalismo
Na área de serviços públicos, o programa prevê aumento de recursos para áreas consideradas essenciais e medidas relacionadas aos servidores públicos.
Entre as principais medidas estão a realização de concursos públicos, o combate às terceirizações e a ampliação dos investimentos em serviços públicos.
Veja outras propostas:
Defender a estabilidade dos servidores públicos;
Aumentar verbas para saúde, educação e demais serviços essenciais;
Encerrar o teto de gastos e a Lei de Responsabilidade Fiscal;
Garantir igualdade de direitos e salários para servidores contratados precariamente;
Realizar concursos públicos periódicos.
Reforma agrária e moradia
Na área de terra e habitação, o programa prevê medidas relacionadas à distribuição de terras, assentamentos, territórios indígenas e construção de moradias populares.
Entre as principais medidas estão o assentamento de trabalhadores sem-terra, a demarcação de terras indígenas e a elaboração de um plano nacional de construção de moradias populares.
Veja outras propostas:
Realizar assentamento de trabalhadores sem-terra;
Garantir demarcação e posse das terras indígenas;
Destinar terras para trabalhadores do campo;
Punir responsáveis por assassinatos de trabalhadores e lideranças da luta pela terra;
Expropriar imóveis vagos de especuladores imobiliários;
Proibir despejos e desocupações;
Criar plano de construção de milhões de moradias populares.
Economia, privatizações e recursos naturais
Na área econômica, o programa prevê mudanças na gestão de empresas estatais, exploração de recursos naturais e funcionamento do sistema financeiro. O documento propõe o cancelamento de privatizações e maior controle estatal sobre setores considerados estratégicos.
Entre as principais medidas estão a retomada do controle estatal de empresas privatizadas, a nacionalização de setores estratégicos e mudanças na política de combustíveis e juros.
Veja outras propostas:
Cancelar privatizações realizadas em empresas e setores estratégicos;
Nacionalizar o petróleo e manter a Petrobras como empresa estatal;
Destinar recursos do petróleo para saúde, educação, moradia e infraestrutura;
Reduzir o preço dos combustíveis;
Criar empresa estatal para controlar a exploração de terras raras;
Reduzir taxas de juros;
Estatizar o sistema financeiro;
Cancelar dívidas externa e interna com bancos e grandes credores.
Segurança e direitos democráticos
Na área de segurança e direitos democráticos, o programa prevê mudanças na estrutura das forças de segurança, além de propostas relacionadas à liberdade de expressão, organização política e acesso à internet.
Entre as principais medidas estão mudanças na estrutura policial, criação de comitês de autodefesa e ampliação do acesso gratuito à internet.
Veja outras propostas:
Dissolver a Polícia Militar e o aparato repressivo;
Criar comitês de autodefesa dos trabalhadores da cidade, do campo e de comunidades indígenas;
Garantir liberdade irrestrita de expressão;
Ampliar o acesso gratuito à internet;
Alterar regras de concessão de grandes meios de comunicação;
Garantir liberdade de organização política e partidária.
Cultura, esporte e Amazônia
Na área de cultura e esporte, o programa prevê investimentos em manifestações culturais populares e apoio público a atividades como carnaval e futebol. O documento também apresenta propostas relacionadas à Amazônia e ao controle sobre recursos naturais.
Entre as principais medidas estão o financiamento público de atividades culturais e esportivas e a defesa do controle de organizações populares e indígenas sobre riquezas da região amazônica.
Veja outras propostas:
Garantir recursos públicos para cultura e esporte;
Apoiar festas populares e manifestações culturais;
Investir em cultura popular sob controle de organizações populares e trabalhadores do setor;
Defender o controle de organizações populares e indígenas sobre riquezas da Amazônia;
Combater a exploração estrangeira da região;
Defender a soberania sobre recursos naturais.