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Plano de saúde é condenado a indenizar família após negar exame a criança de dez anos no RN

Consulta foi negada pelo plano de saúde por suposta inadimplência

G1 — Brasil · 2026-08-26T17:49:37.000Z

Consulta foi negada pelo plano de saúde por suposta inadimplência

Um plano de saúde foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Norte a indenizar em R$ 10 mil uma família após negar a realização de uma endoscopia com biópsia a uma criança de 10 anos. O exame foi solicitado para investigar a causa de uma doença do refluxo gastroesofágico.

A negativa ocorreu quando a criança chegou à clínica para realizar o procedimento, após cumprir 14 horas de jejum. Segundo os responsáveis, o plano informou que o exame não seria autorizado por causa de uma suposta inadimplência.

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De acordo com o processo, o plano apontava como pendente uma mensalidade referente a fevereiro de 2024. Os responsáveis pela criança, porém, afirmaram que naquele mês o boleto havia sido emitido em nome de uma pessoa desconhecida.

A família tentou resolver o problema diretamente com a operadora por meio de ligações telefônicas, e-mails e mensagens. Mesmo assim, segundo os autos, o impasse não foi solucionado.

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Os responsáveis continuaram pagando as mensalidades seguintes e, diante da negativa do exame, entraram com uma ação judicial pedindo indenização por danos morais.

A operadora, por sua vez, atribuiu aos pais da criança a responsabilidade pelo erro na emissão do boleto e afirmou que a situação afastaria a existência de uma conduta ilícita.

Justiça reconheceu falha do plano

A decisão foi tomada pelo juiz Sérgio Augusto de Souza Dantas, da 18ª Vara Cível da Comarca de Natal, que reconheceu falha na prestação do serviço e determinou o pagamento de indenização por danos morais.

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a responsabilidade pelo erro na emissão da cobrança era da própria operadora.

Na decisão, o magistrado afirmou que não poderia ser atribuída aos consumidores uma falha relacionada à emissão do boleto, já que essa é uma obrigação do plano de saúde.

O juiz também considerou que a situação ultrapassou um mero transtorno, porque a negativa atingiu diretamente o atendimento de saúde de uma criança. A decisão reconheceu a ocorrência de dano moral e fixou a indenização em R$ 10 mil.

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