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Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada
G1 — Brasil · 2026-08-26T18:39:01.000Z
Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada
A Justiça manteve preso, nesta quarta-feira, o policial militar José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, que confessou ter matado a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG). Segundo a Polícia Civil, a audiência de custódia ocorreu durante a tarde desta quarta-feira (26) e o pedido de prisão preventiva relacionado ao feminicídio foi deferido.
José Sérgio está detido no batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre. De acordo com a Polícia Civil, ele foi preso inicialmente como suspeito de ocultação de cadáver, mas agora também responde pela investigação de feminicídio.
A polícia informou que o militar confessou o crime e indicou o local onde o corpo de Maryna foi encontrado. Apesar de estar custodiado em uma unidade militar, ele responderá pelo caso na Justiça comum.
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O delegado-chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, Marcos Pimenta, explicou que o crime não será tratado na esfera militar.
“Está sendo preso em flagrante por ocultação de cadáver e também está sendo pleiteada a sua prisão preventiva pelo envolvimento neste feminicídio. Foi um crime praticado, ele é um policial militar, mas foi durante o seu sossego. Ele não estava ali como um policial militar na atividade de polícia militar. Então, esse é um crime comum. (...) Esse inquérito ou auto de prisão em flagrante serão encaminhados ao Poder Judiciário e ele vai responder por um crime comum, como cidadão comum, não como policial militar”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, José Sérgio não quis prestar depoimento na terça-feira e pediu para ser ouvido em outro momento.
Mudança na investigação
O caso começou a ser investigado como desaparecimento, mas passou a ser tratado como um possível feminicídio na última sexta-feira.
De acordo com Marcos Pimenta, informações levantadas durante o fim de semana apontaram a possível relação entre a vítima e um policial militar da cidade, direcionando as investigações.
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“Durante o final de semana, em troca de informações e também de oitivas, ainda que informais, da sociedade aqui de Jacuí, restou apontada a possibilidade desta mulher ter tido um relacionamento com um policial militar aqui da cidade. Diante das evidências, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar trabalharam de maneira organizada e trocando informações sem vaidade institucional”, disse.
Ainda segundo o delegado, o corpo de Maryna foi encontrado enterrado na zona rural de Jacuí, a cerca de um metro e meio a dois metros de profundidade.
“Já com a participação de um suspeito, os policiais civis e militares localizaram o corpo dessa mulher que estava enterrado na zona rural de Jacuí. (...) Agora trabalhamos para exaurir todo e qualquer questionamento. Ele estava sozinho? Foi utilizada qual arma? Essa arma já está apreendida? Vamos fazer a microcomparação balística para ver se essa arma efetuou esse disparo”, afirmou.
Horas após a localização do corpo, a investigação entrou em uma nova fase para esclarecer a dinâmica do crime e a causa da morte.
Exames foram realizados no Instituto Médico Legal (IML) de São Sebastião do Paraíso. Segundo a polícia, já foi constatado que Maryna apresentava marcas de tiros na cabeça, mas a conclusão dos laudos ainda é aguardada.
A defesa de José Sérgio informou que ele colabora com as investigações e que aguarda a conclusão do inquérito.
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Maryna Colucci de Jesus foi sepultada na noite de terça-feira (25) no Cemitério Municipal de Jacuí. Um cortejo com a participação de familiares, amigos e moradores acompanhou o translado pelas ruas da cidade.
A despedida contou com um momento de oração conduzido por membros da igreja. Em razão do estado avançado de decomposição do corpo, o enterro foi realizado sem velório.
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Segundo a Prefeitura de Jacuí, a conselheira tutelar estava de folga na sexta-feira, dia em que desapareceu.
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