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Eclipse lunar parcial poderá ser visto a olho nu no Amapá nesta quinta-feira (27); veja horários

Eclipse lunar 'quase' total vai encobrir a Lua; entenda o fenômeno

G1 — Brasil · 2026-08-26T21:40:59.000Z

Eclipse lunar 'quase' total vai encobrir a Lua; entenda o fenômeno

Moradores do Amapá e de todo o Brasil poderão observar um eclipse lunar parcial profundo na noite desta quinta-feira (27).

O fenômeno vai cobrir cerca de 96% da superfície da Lua e poderá ser visto a olho nu de qualquer ponto do estado, caso o céu esteja limpo. O eclipse começará às 21h24 no horário local.

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Confira o cronograma completo ajustado para o fuso do Amapá:

Quinta-feira (27), às 21h24: início da fase penumbral (escurecimento leve);

Quinta-feira (27), às 22h34: início da fase parcial (sombra da Terra começa a cobrir a Lua);

Sexta-feira (28), às 0h13: ponto máximo do eclipse (maior cobertura do disco lunar);

Sexta-feira (28), às 1h52: fim da fase parcial;

Sexta-feira (28), às 3h02: fim do eclipse penumbral.

Não é preciso usar equipamentos ou óculos especiais para acompanhar a observação, pois olhar diretamente para a Lua durante o eclipse é totalmente seguro para a visão.

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🤔 Por que a Lua fica avermelhada?

De acordo com o professor de astronomia José Nilson da Silva, o evento é considerado raro pelo alto nível de cobertura do disco lunar.

"Ele é um eclipse lunar parcial, porém é um eclipse profundo, porque é quase total. A Lua vai ficar com cerca de 96% da sua superfície coberta pela sombra da Terra. Ocorre um alinhamento do Sol, da Terra e da Lua, onde a sombra do nosso planeta é projetada na superfície lunar", explicou o professor.

Segundo o especialista, o fenômeno acontece em duas etapas principais: a penumbral (sombra mais fraca) e a umbral (sombra mais escura), momento em que o astro ganha uma tonalidade avermelhada.

"É o mesmo fenômeno que vemos no pôr do sol e no nascer do sol. A luz azul se espalha na atmosfera da Terra e os raios avermelhados e alaranjados atingem a superfície da Lua", detalhou Silva.

🔭Dicas de observação

Para observar o evento, a recomendação é procurar locais com pouca poluição luminosa e campo de visão aberto para o céu. Binóculos ou telescópios podem ajudar a ver detalhes de crateras, mas não são obrigatórios.

"A beleza do eclipse lunar é ver a mudança na coloração da Lua, então o importante é conseguir visualizá-la por inteiro", destacou o astrônomo.

Embora eclipses lunares sejam mais frequentes que os solares, o especialista ressalta que um evento com essa intensidade só voltará a ocorrer na região daqui a três anos.

"Um fenômeno dessa magnitude e com essa beleza só teremos visível para nós em 2029", afirmou.

Sobre o apelido popular de "Lua de Sangue", Silva esclarece que a expressão não é um termo técnico da astronomia.

"Costuma-se usar o termo em eclipses totais, mas a Lua deve apresentar esse tom avermelhado por causa dos 96% de cobertura", concluiu.

Eclipse lunar parcial.

Registro do eclipse lunar parcial com as manchas solares mais aparentes; foto foi registrada pelo astrônomo amador Renato Poltronieiri

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