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Chinesa DFM chega ao Brasil com hatch e SUV elétricos para rivalizar com BYD e GWM

A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o início de suas operações no Brasil sob o nome DFM.

G1 — Economia · 2026-08-26T23:01:15.000Z

A chinesa DongFeng anunciou, nesta quarta-feira (26), o início de suas operações no Brasil sob o nome DFM.

Segundo representantes da marca, que anteciparam a informação ao g1, a fabricante estreia no país com uma rede com cerca de 60 lojas aprovadas para funcionar em 22 estados (incluindo o DF). A primeira concessionária fica em Curitiba (PR).

Em um primeiro momento, oferecerá apenas veículos 100% elétricos. Os primeiros modelos serão o hatch Box e o SUV Vigo.

No futuro, a empresa pretende ampliar seu portfólio com outras opções de motorização e promete fabricação nacional.

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O Box chega ao Brasil para disputar espaço com dois dos três modelos movidos a bateria mais vendidos do país em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que consideram os emplacamentos entre janeiro e julho deste ano:

BYD Dolphin Mini: 42.945 unidades vendidas;

Geely EX2: 20.678 unidades vendidas.

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Entre eles aparece o BYD Dolphin, maior e mais potente, com 24.546 unidades zero km vendidas, mas posicionado em uma faixa acima da do DFM Box.

O Box tem motor elétrico no eixo dianteiro, com 95 cv de potência e 16 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 43,8 kWh.

Por fora, o carro adota traços já conhecidos de modelos chineses, com iluminação diurna em LED bastante fina na dianteira, faróis menos destacados e predominância de curvas sobre ângulos retos — uma receita já vista em modelos de marcas como BYD, GWM, Leapmotor e GAC.

Já a traseira faz jus ao nome Box (caixa, em inglês) e tem linhas menos curvas, mas ainda sem pontas marcadas, como as vistas no Hyundai HB20, por exemplo. Esse visual, somado às maçanetas embutidas na carroceria, contribui para a aerodinâmica e ajuda a ampliar a autonomia da bateria.

No interior, a fórmula adotada por fabricantes chinesas também aparece em elementos como:

Ausência de botões físicos para controle do ar-condicionado, com todos os comandos concentrados na central multimídia;

Volante com botões minimalistas, alguns deles com mais de uma função;

Central multimídia destacada de 12,3 polegadas;

Acabamento nas portas e no painel que remete às costuras de um sofá de couro;

Câmbio na coluna de direção.

DFM Box por dentro

O painel digital, porém, chama atenção. A interface lembra a exibida no BYD Dolphin, mas a tela é quadrada, e não retangular.

Já o Vigo é um SUV de porte semelhante ao do BYD Yuan Pro e do GWM Ora 5. Entre os modelos a combustão, pode ser comparado ao Hyundai Creta, por exemplo, já que suas linhas mais retas lembram o visual do utilitário coreano.

Ele é consideravelmente mais potente que o Box, com 165 cv e 23 kgfm de torque entregues pelo motor elétrico. A bateria tem 51,8 kWh de capacidade e, por dentro, os atributos também são mais sofisticados.

O painel de instrumentos deixa de ser quadrado e assume um visual mais minimalista, ao ficar “encaixado” entre dois vincos que percorrem toda a parte frontal. O Vigo também traz carregador de celular por indução e abertura elétrica do porta-malas.

Outra diferença marcante no Vigo está no acabamento, que dispensa a textura que simula costuras. No SUV, ele é mais sóbrio, sem grandes alterações visuais ou táteis pela cabine.

DFM Vigo por dentro

Quem é a DFM?

Novata no Brasil, a marca chinesa chega ao país após a onda de conterrâneas como BYD e GWM. Na China, a empresa foi fundada em 1969, na cidade de Wuhan, e é uma das maiores montadoras do país.

Na China, a DongFeng também fabrica veículos de marcas como Nissan, Peugeot, Citroën, Honda, Jeep e Kia. A produção ocorre por meio de parcerias entre a montadora chinesa e essas fabricantes internacionais.

A marca tem 127 mil funcionários ao redor do mundo e já vendeu 1,2 milhão de veículos fora da China, em quase 100 países onde atua.

A marca está em diferentes segmentos, como veículos elétricos, híbridos, comerciais leves e pesados, incluindo caminhões e vans. Para isso, conta com divisões internas como Voyah e Mhero, estratégia que também será adotada na operação brasileira.

*Essa reportagem está em atualização.

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