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Renan Santos, do Missão, candidato à Presidência
G1 — Brasil · 2026-08-26T23:07:00.000Z
Renan Santos, do Missão, candidato à Presidência
Globo/ Manoella Mello
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, concede nesta quarta-feira (26) entrevista à Globo. Quem conduz a entrevista são os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Veja os principais destaques da entrevista com Renan Santos:
Ao ser questionado sobre declarações anteriores em que afirmou que o país deveria ter uma bomba atômica, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu que o Brasil desenvolva armamento nuclear.
“Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas”, disse o candidato.
Renan reconheceu, porém, que o Brasil não tem condições de desenvolver armas militares nos próximos dez anos.
Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo
A entrevista com Renan é a terceira de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo) e, na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD).
Veja como foram as entrevistas de Zema e de Caiado.
A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
Confira a data das próximas entrevistas:
27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL)
29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)
Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.
O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República
Quem é Renan Santos
Renan Santos disputará a primeira eleição dele como candidato à Presidência e levará o partido Missão, criado em 2025, às urnas. Aos 42 anos, é empresário e ativista político, lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014. Estudou Direito na USP, sem concluir o curso.
O MBL teve origem nas manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015 e 2016, e posteriormente se transformou em partido político.
Renan Santos (Missão) com Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo.
Globo/ Manoella Mello
A segurança pública e o combate ao crime organizado são os principais temas da candidatura. Inspirado no presidente de El Salvador, Nayib Bukele, Renan defende uma política de endurecimento contra criminosos e chegou a defender, no lançamento da candidatura, "matar quem roubar".
Entre as propostas estão o aumento das penas para crimes violentos, a construção de grandes presídios, medidas para retirar o controle territorial das facções e a adoção do chamado "Direito Penal do Inimigo", que classificaria integrantes de organizações criminosas como "inimigos do Estado" e eliminaria a presunção de inocência em determinadas situações.
Entre outras propostas, Renan defende condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas, substituir a CLT por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores e extinguir a Justiça do Trabalho.
Também propõe a criação de uma reserva nacional em criptomoedas, frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família e uma PEC para promover um corte radical de gastos públicos.
Veja as principais propostas de Renan, registradas no plano de governo entregue ao TSE:
Segurança pública: O plano propõe declarar “guerra ao crime” no primeiro dia de governo e adotar o chamado “Direito Penal do Inimigo”, com tratamento penal mais rigoroso para integrantes de organizações criminosas.
Combate às facções: Prevê operações de “retomada territorial” em áreas sob comando de facções, amparadas por decretos de Estado de Defesa e por uma Lei Antifacção.
Superpresídios: Propõe a construção de presídios de segurança máxima inspirados em El Salvador, para isolar lideranças criminosas.
Desfavelização: Estabelece a meta de acabar com as favelas em dez anos, com regularização de áreas, financiamento imobiliário subsidiado, monitoramento por satélite e criação do crime de “favelização”.
Fusão de municípios: Propõe reduzir o número de municípios de 5.570 para cerca de 1.600, unindo cidades consideradas “fiscalmente inviáveis”.
Ajuste fiscal: A chamada “PEC do Equilíbrio Fiscal” prevê economia de R$ 1,1 trilhão até 2031, com redução de gastos públicos, mudança nas regras do abono salarial, redução de isenções tributárias e combate aos supersalários.
Previdência e vinculações: O plano propõe desvincular aposentadorias e benefícios previdenciários dos reajustes do salário mínimo, corrigindo-os apenas pela inflação, e acabar com a destinação obrigatória de percentuais da arrecadação para saúde e educação.
Bolsa Família: Prevê substituir o programa por frentes de trabalho remuneradas, voltadas a pessoas em idade economicamente ativa e condicionadas ao desempenho de atividades em benefício da comunidade.
Educação: Defende substituir o sistema de cotas por bolsas baseadas em mérito acadêmico, priorizar a educação básica, criar um Código Nacional de Conduta nas escolas, ampliar escolas militares e acabar com a aprovação automática onde ainda vigora.
Desenvolvimento econômico: O plano prevê reformas para aumentar a produtividade e propõe transformar o Nordeste em um polo de desenvolvimento industrial.