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Alvo de operação da PF atira contra policiais e acaba morto em SP

Residência de morto em operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas

G1 — Brasil · 2026-07-23T16:41:19.000Z

Residência de morto em operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas

Um dos alvos da Operação Commodity, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (23) para desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína, morreu durante uma troca de tiros com agentes em Igaratá, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como R7, era alvo de um mandado de prisão e foi localizado em uma residência de alto padrão, que contava com piscina e até uma marina privativa.

Durante o cumprimento da ordem judicial, ele teria reagido à abordagem e atirado contra os policiais. Houve confronto, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a receber os primeiros socorros, mas morreu no local. Nenhum agente ficou ferido.

PF mira esquema do CV e do PCC que enviava toneladas de cocaína à Europa

A Operação Commodity investiga uma organização criminosa responsável por enviar cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa por meio de portos brasileiros. De acordo com a Polícia Federal, o grupo mantinha vínculos operacionais com as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

As investigações apontam que a quadrilha utilizava cargas de café, cimento e argamassa para esconder a droga, além de recorrer à adulteração química de substâncias para dificultar a fiscalização.

Até a última atualização, 9 pessoas haviam sido presas, além da morte do suspeito em Igaratá. Ao todo, a operação cumpre 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina.

A Justiça também determinou o sequestro de ativos e o bloqueio de bens dos investigados, até o limite de R$ 1 bilhão.

Apreensão em 2025

Cão farejador encontra cocaína em sacas de café

Em setembro de 2025, foi apreendida cerca de meia tonelada de cocaína escondida em sacas de café, no Porto do Rio de Janeiro, com destino à Eslovênia. Essa remessa ajudou a subsidiar as investigações.

“Desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa, bem como mantinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas em atuação no Brasil”, afirmou a PF.

A organização utilizava contêineres em embarcações de carga para levar a cocaína ao outro lado do Oceano Atlântico.

“As apurações revelaram que o grupo criminoso estruturou uma complexa rede logística com ramificações na América do Sul (Bolívia e Paraguai), Europa (Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França) e Ásia (Tailândia), focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu”, detalhou a PF.

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