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Medicamento que promete menos dependência no tratamento contra a insônia chega ao Brasil

Pesquisa da USP faz alerta para riscos da automedicação em casos de insônia

G1 — Brasil · 2026-08-27T12:01:28.000Z

Pesquisa da USP faz alerta para riscos da automedicação em casos de insônia

Um medicamento contra a insônia que promete causar menos dependência do que os remédios hoje disponíveis, o Dayvigo (lemborexanto) deve chegar ainda este ano ao Brasil e será vendido por cerca de R$ 200.

O lançamento comercial no país é resultado de uma parceria entre a Eurofarma e a japonesa Eisai, dona da molécula, e marca a entrada no Brasil da primeira droga de uma classe conhecida como antagonistas duplos dos receptores de orexina, ou DORA.

Os medicamentos mais usados hoje contra insônia — entre eles zolpidem, zopiclona e eszopiclona, conhecidos como drogas "Z" — funcionam como indutores do sono: aumentam a atividade de um neurotransmissor inibitório no cérebro, forçando um estado de sonolência.

O lemborexanto segue uma lógica inversa. Em vez de induzir o sono, ele bloqueia a orexina, neurotransmissor responsável por manter o cérebro em estado de vigília.

A molécula se liga aos dois subtipos de receptores de orexina e interrompe esse sinal de "ficar acordado" — o que permite que o sono ocorra por um mecanismo mais parecido com o processo natural do corpo, em vez de uma sedação forçada.

O remédio já está aprovado para tratamento de insônia em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália.

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