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Santarém: suspeito confessa homicídio a facada e alega vingança por crime de 1991

Equipes da polícia e moradores no local onde Carlos Sergio Silva Costa, de 57 anos, foi morto a facada no bairro Uruará, em Santarém.

G1 — Brasil · 2026-08-27T13:12:39.000Z

Equipes da polícia e moradores no local onde Carlos Sergio Silva Costa, de 57 anos, foi morto a facada no bairro Uruará, em Santarém.

O suspeito de matar Carlos Sergio Silva Costa, de 57 anos, com uma facada nas costas em Santarém, no oeste do Pará, se apresentou à Polícia Civil e confessou o crime. O assassinato ocorreu no dia 16 de agosto, em um bar no bairro Uruará. Segundo as investigações, a motivação do crime foi vingança por um homicídio registrado em 1991.

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De acordo com as autoridades, o homem apontado como autor do crime, identificado como Julielson Torres Luz, compareceu à delegacia dias após o fato, acompanhado de um advogado. Em depoimento, ele relatou que bebia no mesmo bar que a vítima, conhecida como "Macaco". Após se sentir intimidado por gestos de Carlos Sergio, o suspeito foi até a casa dele, pegou uma faca e voltou para desferir o golpe, sem que houvesse qualquer discussão prévia.

A força do impacto fez a arma quebrar, deixando a lâmina cravada nas costas da vítima, enquanto o cabo ficou nas mãos do autor. Carlos Sergio ainda caminhou por cerca de 300 metros pedindo ajuda, mas não resistiu aos ferimentos e caiu morto na Avenida Muiraquitã.

Histórico de crimes e ameaças

A polícia apurou que o conflito entre as famílias se arrastava há mais de 30 anos. Em 1991, Carlos Sergio teria assassinado José Elson, tio de Julielson. Desde então, segundo testemunhas, a vítima costumava provocar os parentes do homem morto.

De acordo com a delegada Raíssa Beleboni, responsável pelo inquérito, essa rivalidade histórica gerou um desgaste prolongado entre as famílias, culminando no ataque do dia 16 de agosto.

"Sempre que o Carlos os encontrava adotava um comportamento intimidador, chegando a humilhar as pessoas, ameaçá-los, e isso ao longo de todos os anos, tendo as ameaças se intensificado de um ano para cá."

Enquanto Julielson não possui antecedentes criminais, o levantamento policial apontou que Carlos Sergio respondia a 11 procedimentos policiais entre 1986 e 2016, incluindo um homicídio confessado em 2002. O inquérito atual aguarda a conclusão dos laudos periciais para ser encaminhado ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que decidirá se o réu confesso responderá pelo assassinato em liberdade.

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