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Mais um investigado por roubo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista se entrega à polícia

Silvan André Santos da Silva, investigado em apuração de roubo de ouro e dinheiro em Roraima.

G1 — Brasil · 2026-08-27T14:03:08.000Z

Silvan André Santos da Silva, investigado em apuração de roubo de ouro e dinheiro em Roraima.

Silvan André Santos da Silva, de 29 anos, foi preso nesta quarta-feira (26) em Boa Vista. Ele era o último dos oito alvos nesta fase da investigação sobre o roubo de 30 kg de ouro e R$ 800 mil em espécie e estava foragido desde que a Justiça decretou a prisão preventiva dele.

O investigado se apresentou espontaneamente na sede da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), no Centro da capital, onde o mandado de prisão preventiva contra ele foi cumprido. Com a prisão, todos os oito suspeitos identificados na investigação já foram identificados. Veja quem são:

Ivan Luiz Bastos Guimarães (empresário e influenciador);

John Allan Cunha Castilho (delegado da Polícia Civil do Amazonas);

Diego Gabriel Rodrigues de Araújo (investigador da Polícia Civil do Amazonas);

Marcelo Henrique de Araújo Sobral (investigador da Polícia Civil de Roraima);

Ariane Cabral Paes (esposa de Marcelo Sobral);

Rayana Cabral Paes (cunhada de Marcelo Sobral);

Guilherme Santana da Silva (cunhado de Marcelo Sobral).

O g1 tenta contato com a defesa de Silvan e dos outros citados.

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Quatro suspeitos já haviam sido presos em Roraima e um em Santa Catarina na primeira fase da operação, em 21 de agosto. Nesta quarta-feira (26), antes da prisão de Silvan, um delegado e um investigador do Amazonas foram presos em Manaus, com apoio da Polícia Federal (PF).

Relembre o crime

O assalto aconteceu em 29 de março, no bairro Caçari. Um grupo armado invadiu a casa do influenciador Ivan Luiz Bastos Guimarães para simular uma operação policial e fugiu com 30 kg de ouro e R$ 800 mil em espécie. A investigação concluiu que Ivan Luiz sabia sobre a invasão.

O crime teve apoio de policiais civis de Roraima e do Amazonas, além de familiares dos investigados, que ajudaram a planejar a ação e a dividir o valor roubado. Silvan foi uma das pessoas a dar suporte à falsa operação.

Ele é apontado como participante direto de outro roubo parecido, ocorrido em janeiro, na Vila Samaúma, em Alto Alegre. Silvan estava acompanhado do investigador Marcelo Sobral, também investigado no caso.

No caso em janeiro, os dois também simularam uma abordagem policial a uma caminhonete que transportava ouro, portando arma de fogo e usando colete e identificação da Polícia Civil para enganar as vítimas.

Um boletim de ocorrência registrado depois por Sobral omitiu a participação de Silvan, mas mensagens interceptadas mostram que ele recebeu R$ 30 mil pelo apoio no crime, segundo o Ministério Público.

No caso do Caçari, a polícia não aponta participação física de Silvan na ação. Segundo a investigação, o nome dele passou a circular entre os envolvidos depois que câmeras de segurança da vizinhança registraram um homem mascarado que parte do grupo achou que fosse ele.

Na primeira fase da operação, a Justiça chegou a negar a prisão preventiva de Silvan por entender que as provas contra ele eram só do crime de janeiro. A prisão preventiva foi decretada depois que o Ministério Público apresentou a denúncia formal, com base na gravidade do caso de Alto Alegre.

Em nota, a defesa do delegado John Castilho diz que foi surpreendida pela prisão preventiva dele, decretada no dia 25 de agosto, nega qualquer participação do cliente no crime e destaca que ele é concursado e sem antecedentes criminais.

Já a defesa de Ivan Luiz Bastos Guimarães afirmou que não há, até o momento, provas de que ele tenha planejado ou participado do roubo. Segundo os advogados, a acusação ainda não foi julgada e Ivan deve ser tratado como inocente até o fim do processo. Também afirmou que pretende demonstrar que ele foi vítima do crime.

Os oito investigados em caso de falsa operação policial para roubar dinheiro vivo e 30 kg de ouro em Roraima.

Como a Justiça chegou ao grupo

A farsa passou a ser investigada depois que um comprador de ouro registrou o assalto na Polícia Civil de Roraima. As equipes descobriram que uma viatura descaracterizada da polícia foi usada no crime e, a partir de uma apuração da Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol), identificaram Marcelo Sobral.

Diante da complexidade do caso a Draco entrou na investigação. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Justiça do Controle Externo, do MP, também participaram.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 12 milhões em bens e valores ligados aos investigados, segundo o delegado Hugo Cardias, titular da Draco. Com a prisão de Silvan, a Polícia Civil informou que encerrou o trabalho de campo. Agora, a corporação vai concluir o inquérito antes de enviá-lo à Justiça.

Influenciador é investigado por roubo de R$ 800 mil de ouro com ajuda de policial em RR

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