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Homem acusado de matar namorada em BH por asfixia vira réu

Suspeito de matar namorada no bairro Camargos, em BH, presta depoimento

G1 — Brasil · 2026-08-27T15:39:44.000Z

Suspeito de matar namorada no bairro Camargos, em BH, presta depoimento

A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra André Júnio Silva de Carvalho, de 24 anos, acusado de matar a namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, em Belo Horizonte. Com o recebimento da denúncia, ele passa a ser réu no processo.

A decisão foi assinada nesta quinta-feira (27) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza. O Ministério Público acusa André de homicídio qualificado pelo feminicídio.

Prisão preventiva mantida

Na decisão desta quinta-feira, a juíza também manteve a prisão preventiva de André. Segundo ela, os motivos que justificaram a prisão permanecem.

O homem havia sido preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, André Júnio permanece preso no Ceresp Gameleira.

Com o recebimento da denúncia, André será citado para apresentar resposta à acusação por escrito no prazo de 10 dias. Caso não constitua advogado ou informe não ter condições financeiras para contratar um defensor, o processo será encaminhado à Defensoria Pública.

A juíza também determinou que a Delegacia de Polícia encaminhe à Justiça, em até cinco dias, os laudos periciais que haviam sido requisitados pelo Ministério Público.

O recebimento da denúncia não significa condenação. A partir desta etapa, o processo segue para a fase de instrução, na qual serão produzidas provas e ouvidas as partes antes das próximas decisões judiciais.

Relembre o caso

Stifanie foi encontrada morta depois que vizinhos estranharam o desaparecimento dela e sentiram um forte odor vindo do apartamento. Moradores conseguiram visualizar o corpo por uma janela e acionaram a Polícia Militar.

Câmeras de segurança do condomínio registraram André deixando o prédio no dia 20 de julho, carregando duas malas grandes e uma mochila. Segundo fontes ligadas à investigação, depois da prisão ele acompanhou policiais em diligências para indicar locais onde teria vendido pertences da vítima.

Moradores também relataram à TV Globo que haviam presenciado discussões entre o casal e que Stifanie teria demonstrado preocupação com o envolvimento do namorado com drogas.

Stifani Ribeiro Silva, de 36 anos, assassinada pelo namorado, em julho deste ano.

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