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Quanto o Figueira recebe se Allan deixar o Palmeiras?
ge — Futebol · 2026-08-27T15:17:44.000Z
Quanto o Figueira recebe se Allan deixar o Palmeiras?
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de eventuais valores que o Figueirense tenha a receber pela transferência do atacante Allan, do Palmeiras para o Manchester City, negociação estimada em cerca de R$ 240 milhões. A medida foi tomada em uma ação movida em 2020 pela M&F Investimentos e Participações S/A, que cobra do clube uma dívida de R$ 8.984.202, valor citado no processo em janeiro de 2025.
Após tomar conhecimento da negociação de Allan com o Manchester City, a empresa pediu à Justiça, em caráter de urgência, o bloqueio de possíveis créditos do Figueirense relacionados à transferência. O pedido foi aceito.
Na decisão, a Justiça determinou a penhora de eventuais valores, presentes ou futuros, pertencentes ao Figueirense ou à SAF e decorrentes da venda do atacante. A medida abrange tanto uma possível participação econômica remanescente do clube nos direitos de Allan quanto recursos provenientes do mecanismo de solidariedade da Fifa.
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A decisão, porém, não estabelece qual percentual ou valor efetivamente pertence ao Figueirense. O bloqueio será aplicado apenas sobre os créditos que forem reconhecidos como de titularidade do clube, respeitando o limite da dívida executada.
Antes da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, em junho do ano passado, o Figueirense vendeu ao Palmeiras 20% dos direitos econômicos que ainda possuía sobre Allan por R$ 1,6 milhão. Após a operação, restaram 10% vinculados ao clube alvinegro.
Segundo apuração do jornalista da CBN Floripa e colunista do NSC Total Rodrigo Faraco, metade desse percentual, equivalente a 5%, estaria comprometida com o pagamento de um empresário que emprestou dinheiro ao clube no ano passado em troca dos direitos econômicos do jogador.
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Os outros 5%, segundo apuração do ge junto ao Figueirense, foram utilizados como garantia em uma operação de empréstimo realizada com o Athletico-PR, em 2022. De acordo com o clube catarinense, a dívida atualmente estaria na casa dos R$ 8 milhões.
Considerando o valor da transferência de Allan para o Manchester City, essa fatia de 5% corresponde a aproximadamente R$ 12 milhões. Pela versão apresentada pelo Figueirense, o valor seria utilizado primeiro para quitar a dívida com o Athletico-PR, e o eventual excedente, na casa dos R$ 4 milhões, ficaria com o clube.
A existência de diferentes compromissos envolvendo os direitos econômicos de Allan é justamente um dos pontos que ainda deverão ser esclarecidos no processo. A decisão determina que sejam informadas à Justiça eventuais cessões, garantias, bloqueios ou outras determinações judiciais que já incidam sobre esses créditos.
Para cumprir a medida, a Justiça determinou o envio de ofícios ao Palmeiras e à CBF. As entidades deverão se abster de realizar diretamente ao Figueirense qualquer pagamento relacionado à transferência de Allan ou ao mecanismo de solidariedade. Caso existam valores devidos ao clube, eles deverão ser depositados em conta judicial.
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Palmeiras e CBF também terão prazo de cinco dias, a partir do recebimento dos ofícios, para informar os valores envolvidos, seus respectivos titulares, a forma e o cronograma de pagamento e a existência de eventuais direitos de terceiros sobre os recursos.
Os valores que eventualmente forem bloqueados não serão repassados imediatamente à M&F Investimentos. O dinheiro permanecerá à disposição da Justiça até uma nova decisão, enquanto são analisados possíveis direitos de terceiros e a preferência de outros credores.
A equipe de reportagem do ge entrou em contato com a assessoria do Figueirense para questionar o clube sobre o caso e quais medidas serão tomadas a partir de agora. O clube afirma que o departamento jurídico trabalha no caso, mas não haverá nenhuma manifestação neste momento.
O ge também tenta contato com a M&F Investimentos e Participações S/A para obter um posicionamento sobre o caso, mas ainda não conseguiu falar com representantes da empresa até a última atualização desta matéria.
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