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O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad
G1 — Brasil · 2026-07-23T18:16:43.000Z
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad
O pré-candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou nesta quinta-feira (23) a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após os problemas registrados nas linhas que eram da CPTM e foram concedidas para a concessionária Trivia Trens.
Imagens registraram passageiros andando sobre os trilhos, além de um trem em chamas na parte superior, na região da estação Bresser-Mooca, por volta 5h25. Foi o terceiro dia seguido de problemas nas linhas da concessionária, que assumiu oficialmente a operação na terça (21).
Haddad classificou a situação como um "problema grave de gestão" e afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos firmados pelo governo estadual.
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"Nós temos um problema grave de gestão em São Paulo. Fui para a entrevista ouvindo o noticiário que estava falando das linhas privatizadas da CPTM que entraram em pane, e as pessoas tiveram de caminhar pelos trilhos à noite, usando a luz do celular para conseguir enxergar o caminho. Um absurdo", afirmou.
Na sequência, Haddad também criticou a concessão da Sabesp. "Ao mesmo tempo, temos uma Sabesp privatizada, com um contrato péssimo, deixando faltar água, reduzindo a pressão nas torneiras e gerando relatos de odor na água. E a conta ainda está subindo, quando a promessa era justamente fazê-la diminuir", disse.
O pré-candidato também fez referência ao período em que Tarcísio comandou o Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro e afirmou que contratos assinados na época precisaram ser revistos quando ele assumiu o Ministério da Fazenda.
"Tarcísio foi ministro dos Transportes no governo Bolsonaro. Quando assumi o Ministério da Fazenda, eu e o ministro Renan Filho tivemos de rever, com acompanhamento do Tribunal de Contas, contratos assinados por ele que traziam prejuízo ao Tesouro Nacional. Em São Paulo, vou fazer a mesma coisa. Vou analisar o contrato da Sabesp, o contrato do Centro Administrativo e os contratos da CPTM, que vêm apresentando tantos problemas", declarou.
Segundo o diretor-presidente da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), André Isper, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai retornar à operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por 90 dias. O formato da atuação da estatal ainda será definido pela diretoria da agência.
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