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Justiça cobra Figueirense sobre ações da SAF na recuperação judicial

Justiça bloqueia valores de venda de Allan para o Figueirense

ge — Futebol · 2026-08-27T18:54:27.000Z

Justiça bloqueia valores de venda de Allan para o Figueirense

A recuperação judicial (RJ) do Figueirense ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. O processo segue em andamento, com pontos do plano ainda pendentes de definição, principalmente em relação ao pagamento dos credores trabalhistas.

Em nova decisão, a Justiça manteve as penhoras sobre um imóvel do clube, o terreno do ginásio Carlos Alberto Campos, e pediu mais esclarecimentos sobre 9,5 milhões de ações da SAF apresentadas como garantia.

Estádio Orlando Scarpelli está envolvido em contrato com a Clave

+Receita do sócio-torcedor do Figueirense vai para pagamento de dívida com a Clave

As ações foram oferecidas pelo Figueirense para viabilizar algumas modalidades de pagamento dos trabalhadores previstas no plano. A Administradora Judicial, porém, apontou que elas fazem parte de um lote que já está vinculado ao fundo de investimento gerido pela Clave, além de não existir até o momento um laudo técnico que comprove quanto essa participação vale e se é suficiente para garantir os pagamentos.

A Clave aportou no Figueirense, em novembro de 2023, R$ 27 milhões por meio de uma operação que possibilita a conversão da dívida em ações da SAF, o que tem sido um entrave na assinatura definitiva do contrato de aquisição da PanSports.

O Estádio Orlando Scarpelli também foi oferecido como garantia no contrato firmado com a Clave. O imóvel foi cedido por meio de alienação fiduciária, mecanismo pelo qual o patrimônio permanece vinculado à operação até que a dívida seja quitada.

Outro ponto envolve o imóvel da Avenida Santa Catarina. O Figueirense pediu a retirada das penhoras que recaem sobre o bem para conseguir avançar na transferência do imóvel da Associação para a SAF. O juiz, porém, entendeu que não houve fato novo suficiente para mudar a decisão anterior e manteve os bloqueios neste momento.

Eduardo Médicis, gestor do Fundo Clave Capital, em reunião do conselho deliberativo do Figueirense em 2023

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Durante a discussão, um grupo de credores afirmou que a Clave teria deixado o Figueirense, o que poderia alterar as garantias existentes sobre ações e patrimônio do clube, já que há estas cláusulas no contrato entre clube e investidor. A informação, porém, ainda não foi confirmada pela Justiça. O juiz determinou que o Figueirense se manifeste antes de qualquer conclusão.

Agora, o Figueirense terá cinco dias para apresentar explicações e documentos. Depois, credores, Administração Judicial e Ministério Público também serão ouvidos. Somente após essa sequência o juiz decidirá se as ações da SAF podem ser aceitas como garantia. Até lá, permanece suspenso o prazo para que os credores escolham algumas das modalidades de pagamento previstas na RJ.

A equipe de reportagem do ge entrou em contato com a assessoria do Figueirense para questionar o clube sobre o caso e quais medidas serão tomadas a partir de agora, mas ainda não obteve resposta.

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