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'Dor irreparável': família cobra justiça um ano após mortes de vereador e comandante de GCM no PI

Vídeo mostra momento em que vereador e comandante da guarda são assassinados

G1 — Brasil · 2026-08-27T20:50:46.000Z

Vídeo mostra momento em que vereador e comandante da guarda são assassinados

Um ano após as mortes da ex-mulher Penélope Miranda de Brito Castro, que era comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, e do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz, o ex-guarda civil municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro, apontado como autor do crime, não foi julgado.

Penélope e Thiciano foram mortos a tiros na Rua Doutor Area Leão, no Centro de Teresina, em 27 de agosto de 2025. Um vídeo mostra as vítimas sendo baleadas.

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Francisco Fernando foi preso na data do crime e está na Cadeia Pública de Altos. Ele deve enfrentar um júri popular, que ainda não teve data definida.

Em entrevista ao g1, o tio de Thiciano Ribeiro, João Batista, afirmou que a família se sente impotente diante da situação e mantém a esperança de que o responsável seja condenado.

“A dor é insuperável. Perder um ente de uma forma tão covarde é terrível. Estamos aguardando e acreditando na Justiça do Piauí, que o criminoso será condenado com a pena máxima pela tragédia cometida”, declarou.

"Nos sentimos completamente dependentes da Justiça e aguardando que seja feita a justiça com rigor”, afirmou.

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Acusado vai a júri popular

Francisco Fernando vai a júri popular pela morte de Penélope e Thiciano. Em decisão publicada no dia 28 de julho, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal determinou que o acusado responda por feminicídio e homicídio qualificado.

Na sentença, a magistrada determinou que Francisco Fernando responda por feminicídio com as qualificadoras de violência doméstica e menosprezo à condição de mulher.

Pela morte do vereador, ele responderá por homicídio qualificado por motivo torpe e por ter usado recurso que dificultou a defesa da vítima.

O acusado também foi pronunciado por lesão corporal culposa contra um taxista atingido durante a ação. No caso do motorista, a juíza retirou a acusação de tentativa de homicídio.

Segundo a decisão, os disparos tinham como alvo Penélope e Thiciano e atingiram o taxista sem intenção direta do acusado.

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O crime aconteceu na manhã de 27 de agosto de 2025, na Rua Dr. Arêa Leão, próximo a um hospital particular no Centro de Teresina.

De acordo com a investigação, Francisco Fernando usou uma pistola calibre 9 milímetros, arma institucional da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, para atirar contra as vítimas. Penélope e Thiciano morreram no local.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), Francisco Fernando não aceitava o fim do relacionamento com Penélope, que durou cerca de dez anos. A acusação afirma que, após a separação, ele passou a perseguir e monitorar a rotina da ex-companheira.

Testemunhas ouvidas pela Justiça relataram que Penélope era perseguida pelo ex-companheiro. Conforme os depoimentos, ele chegou a exigir que ela deixasse o cargo de comando na Guarda Municipal como condição para reatar o relacionamento.

Durante interrogatório, Francisco Fernando confessou os assassinatos. Segundo ele, o crime foi cometido após a descoberta de uma suposta traição em mensagens encontradas no celular.

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