ITATIBA1

Justiça condena gerentes de banco por estelionato após golpe de R$ 1,3 milhão em médica de Rio Preto

Operação Cyberconnect na região de São José do Rio Preto (SP)

G1 — Brasil · 2026-08-27T20:27:56.000Z

Operação Cyberconnect na região de São José do Rio Preto (SP)

Quatro integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça de São José do Rio Preto (SP) por estelionato e participação em grupo criminoso após aplicarem um golpe de R$ 1,37 milhão contra uma médica moradora da cidade.

Entre os condenados estão dois gerentes de banco, que foram acusados de facilitar a movimentação do dinheiro desviado e de receber propina para liberar as transações. O g1 tenta contato com a defesa dos sentenciados.

Conforme a sentença da 4ª Vara Criminal da Comarca, os réus receberam penas individuais de oito anos e dois meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa pelos crimes de estelionato eletrônico e organização criminosa.

A Justiça também determinou o pagamento de R$ 1,27 milhão como valor mínimo para a reparação dos danos à instituição financeira lesada. A prisão dos condenados foi realizada durante uma operação da Polícia Civil de Rio Preto em abril de 2025.

Polícia Civil de Rio Preto prende 75 envolvidos em crimes cibernéticos

À época, foram apreendidos celulares, computadores, cartões, documentos, veículos (muitos deles de luxo), além da realização de bloqueios e sequestros de bens. Segundo as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) em São José do Rio Preto, foram 21 mil registros de golpes.

Polícia Civil de Rio Preto (SP) realiza operação para combater crimes cibernéticos no interior de SP e capital

As investigações apontam que o crime ocorreu em 28 de agosto de 2024. Conforme a corporação, a vítima recebeu a ligação de golpistas que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.

Com a falsa justificativa de que a Polícia Federal realizava uma operação para apurar uma invasão hacker em suas contas, os criminosos convenceram a médica a realizar transferências de "proteção" que somaram R$ 1,37 milhão.

Durante a ação, quando a vítima avisou aos suspeitos que a bateria de seu celular estava no fim, os golpistas compraram e enviaram um carregador ao hospital onde ela trabalhava para mantê-la na linha até a conclusão das transações.

O avanço do trabalho investigativo revelou a participação direta dos gerentes bancários no esquema. Segundo a decisão judicial, eles mantinham relacionamento contínuo com a quadrilha e atuavam liberando rapidamente as operações financeiras.

Pela facilitação das transações no caso da médica, a dupla recebeu R$ 100 mil em propina. O valor foi depositado em uma conta indicada por um dos gerentes.

Perícias nos celulares dos envolvidos demonstraram que o grupo operava em larga escala e já havia obtido mais de 50 CNPJs de empresas de fachada para pulverizar os valores roubados em diversos golpes, dificultando o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

Polícia Civil de Rio Preto prende mais de 50 envolvidos em crimes cibernéticos no interior

Initial plugin text

Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba

VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Leia no Itatiba1 →