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Conselho Deliberativo do São Paulo reprova Reforma do Estatuto; veja como foi a votação

São Paulo pode negociar venda de Enzo Díaz até 11 de setembro

ge — Futebol · 2026-08-27T20:31:51.000Z

São Paulo pode negociar venda de Enzo Díaz até 11 de setembro

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou nesta quinta-feira as propostas de reforma do Estatuto Social do clube.

Ao todo, 54 sugestões de alterações foram divididas em 11 blocos. Um 12º bloco tratava de uma "disposição transitória" que previa a realização de um estudo de viabilidade para a transformação do futebol do São Paulo em SAF. Todos os pontos foram rejeitados pelo Conselho Deliberativo.

Conselho São Paulo

O pleito ocorreu de forma híbrida, com votos presenciais e online. Começou na noite de quarta-feira e foi encerrado na tarde desta quinta. Ao todo, 239 dos 255 conselheiros votaram.

O resultado representa uma vitória política dos grupos que apoiam o presidente Harry Massis e se posicionaram contra a reforma. Na véspera da votação, integrantes da situação defenderam a rejeição das propostas sob a justificativa de que mudanças dessa relevância não poderiam ser submetidas ao Conselho sem prazo adequado para análise.

Nos dias que antecederam a votação, grupos políticos ligados à situação passaram a defender a rejeição das propostas. Entre as críticas estava o prazo dado aos conselheiros para analisar as 54 alterações antes da votação.

Apoiadores de Massis foram contra a reforma estatutária

A discussão ganhou peso também por ocorrer a poucos meses da eleição presidencial do São Paulo, prevista para dezembro. O próximo presidente será escolhido pelos integrantes do Conselho Deliberativo.

A proposta de reforma vinha sendo discutida internamente e foi elaborada por uma comissão responsável por analisar mudanças no Estatuto Social. O texto apresentado ao Conselho previa alterações significativas na estrutura de poder do clube.

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O resultado da votação

Integridade, Ouvidoria e Compliance - 122 votos contra (52,94%) x 111 votos a favor (46,64%)

Governança institucional e separação de funções - 127 votos contra (53,96%) x 109 votos a favor (45,80%)

Planejamento, orçamento, execução e responsabilização - 125 votos contra (52,52%) x 112 votos a favor (47,06%)

Contratos e continuidade administrativa - 130 votos contra (54,62%) x 107 votos a favor (44,96%)

Segurança jurídica e quórum estatutário - 126 votos contra (52,94%) x 110 votos a favor (46,22%)

Transparência financeira e acompanhamento da gestão - 123 votos contra (51,68%) x 114 votos a favor (47,90%)

Conselho Fiscal - 126 votos contra (52,94%) x 111 votos a favor (46,64%)

Responsabilidade de dirigentes e conselheiros - 123 votos contra (51,68%) x 114 votos a favor (47,90%)

Conselho de Administração - 131 votos contra (55,04%) x 106 votos a favor (44,54%)

Receitas digitais e exploração da marca - 122 votos contra (51,26%) x 114 votos a favor (47,90%)

Transparência e prestação de contas - 125 votos contra (52,52%) x 112 votos a favor (47,06%)

Estudo de viabilidade para sociedade empresária - 136 votos contra (57,14%) x 99 votos a favor (41,60%)

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As propostas da reforma

Salão nobre do São Paulo no Morumbis

A reforma estatutária sugerida pela comissão previa mudanças na divisão de poderes do São Paulo, com medidas que tinham como objetivo profissionalizar a gestão e ampliar os mecanismos de transparência do clube.

As principais propostas estavam relacionadas ao Conselho de Administração, que passaria a ser composto por nove membros: três conselheiros, um integrante do Conselho Consultivo e cinco membros independentes.

Atualmente, o Conselho de Administração é formado pelo presidente e pelo vice-presidente do clube, três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo e três membros independentes indicados pelo presidente.

Pela proposta, os membros independentes do Conselho de Administração seriam selecionados e indicados por uma empresa especializada na contratação de executivos, mas ainda precisariam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo, em votação aberta.

Também caberia ao órgão definir a remuneração dos membros independentes da instituição, sem o limite previsto atualmente, de no máximo 70% do teto do funcionalismo público do país, de R$ 46.366,19.

Dessa maneira, o presidente do clube deixaria de ocupar automaticamente a presidência do Conselho de Administração. O responsável pelo colegiado seria escolhido em votação interna entre seus nove membros.

Outra mudança sugerida pela reforma previa que o compliance do clube passasse a ser subordinado ao Conselho de Administração, e não mais à diretoria administrativa, composta pelo presidente e pelo vice-presidente. O departamento teria uma série de atribuições e comunicação direta com os membros do colegiado.

Entre suas atribuições, o Conselho de Administração passaria não apenas a aprovar, mas também a elaborar a proposta orçamentária do São Paulo.

Em contrapartida, o colegiado teria obrigatoriamente acesso, em até sete dias, a contratos de atletas, integrantes da comissão técnica e intermediários do departamento de futebol. Também seria responsável pela elaboração de um planejamento estratégico para um período de três a cinco anos.

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