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Comissão de Ética do São Paulo arquiva representação que pedia afastamento de Harry Massis

Voz do Setorista: Torcida do São Paulo tem reunião com jogadores e Rafinha

ge — Futebol · 2026-08-27T22:36:17.000Z

Voz do Setorista: Torcida do São Paulo tem reunião com jogadores e Rafinha

A Comissão de Ética do São Paulo determinou o arquivamento de uma representação que pedia o afastamento do presidente Harry Massis e a abertura de um processo disciplinar contra o dirigente, que poderia resultar até em sua expulsão do quadro social.

A representação foi protocolada no dia 30 de julho por diversos conselheiros, entre eles Carlos Sadi, e apontava supostos indícios de gestão temerária, violações estatutárias e comprometimento da governança.

Entre os pontos levantados estava o transfer ban imposto pela Fifa ao São Paulo, no fim de julho, por uma dívida envolvendo a contratação de Marcos Antônio junto à Lazio. No dia 5 de agosto, quando a representação ainda era analisada pela Comissão de Ética, a diretoria pagou cerca de 1,05 milhão de euros (R$ 6,2 milhões) e encerrou a punição.

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Harry Massis, presidente do São Paulo

Com isso, o relator da Comissão de Ética entendeu que houve "perda superveniente do objeto", ou seja, que o fato que motivava o pedido deixou de existir. Por isso, nesse ponto, determinou a extinção do caso sem julgamento do mérito.

Além disso, o órgão entendeu que o pagamento após o vencimento não seria, por si só, prova de gestão temerária ou de má-fé. Segundo o relator, a quitação demonstrou que havia intenção de cumprir a obrigação e que o transfer ban foi temporário.

A Comissão também considerou intempestiva a maioria dos outros fatos apresentados pelos conselheiros. O Regimento Interno estabelece prazo de 15 dias para a apresentação de uma representação e, segundo a decisão, apenas o episódio envolvendo o transfer ban foi apresentado dentro desse período.

Entre os outros episódios citados estavam atrasos salariais, decisões relacionadas ao departamento de futebol e questões administrativas. O relator também considerou que parte das acusações foi apresentada de maneira genérica, sem individualização suficiente dos fatos para justificar a abertura de um processo disciplinar.

A Comissão fez críticas à formulação da representação e afirmou que havia "alegações vagas ou puramente conjunturais". Segundo a decisão, os autores se basearam, em grande medida, em notícias jornalísticas e indícios sem apresentar documentos considerados suficientes para individualizar e comprovar as acusações.

Conselho São Paulo

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Outro ponto levantado pelos autores dizia respeito à composição do Conselho de Administração. A Comissão, porém, entendeu que a questão já havia sido analisada em outro procedimento, impedindo uma nova análise sobre o mesmo episódio.

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A decisão gerou desconforto entre os autores da representação. Eles questionam a interpretação adotada pela Comissão e o tempo levado para a análise do caso e avaliam próximos passos para recorrer da decisão.

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