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Produtores, especialistas e estudantes discutem inovação, mercado e desafios da cafeicultura no Acre

Especialistas, produtores e estudantes se reúnem para discutir a expansão no Acre

G1 — Brasil · 2026-07-23T18:31:09.000Z

Especialistas, produtores e estudantes se reúnem para discutir a expansão no Acre

☕ O crescimento da produção do café no Acre e as perspectivas para fortalecer a cadeia produtiva foram os principais temas discutidos no 2º Seminário Estadual da Cafeicultura que ocorreu nessa quarta-feira (22), em Rio Branco.

O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, estudantes e representantes de instituições para debater temas como manejo das lavouras, cooperativismo, acesso a mercados, exportação, crédito rural e inovação tecnológica pelo setor que ganha espaço no agronegócio acreano.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é estimado que a safra brasileira de café ultrapasse 66 milhões de sacas em 2026, volume que pode representar um novo recorde para a cafeicultura do país.

No Acre, a produção também segue em expansão com a produção do grão saltando de 6.632 mil toneladas em 2025, para 6.969 mil em 2026.

O crescimento da cafeicultura no Acre tem sido puxado principalmente pelos pequenos produtores. Conforme o Sebrae, 83% dos cafeicultores acreanos trabalham em propriedades com menos de 20 hectares, o que evidencia a importância da atividade para a agricultura familiar.

Produtores, especialistas e estudantes discutem inovação, mercado e desafios da cafeicultura no Acre

Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre

A produtora Jackeline Lara, de Acrelândia, município do interior do Acre que está entre os maiores produtores de café do estado, é um exemplo disso. Filha de cafeicultor, ela contou que dar continuidade ao trabalho iniciado pela família é um desafio diário.

"[...] Permanecer é muito mais difícil do que produzir o café. A mão de obra, a própria sucessão familiar. Eu, como filha de produtor, que nasci debaixo do pé de café praticamente, continuar na propriedade e dar segmento àquele trabalho que o meu pai estava fazendo é muito importante para mim", disse.

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De acordo com a coordenadora de Negócios do Sebrae no Acre, Rina Suarez, o principal objetivo do encontro foi levar conhecimento para fortalecer a cadeia produtiva no estado.

"O nosso objetivo principal é trazer conhecimento para esses produtores, para as pessoas interessadas que tenham vontade de entrar na atividade também. [...] Então, é uma série de conhecimentos que a gente vem trazendo para o público, com vários temas, mercado, perspectivas de comercialização e exportação também", explicou.

2º Seminário Estadual da Cafeicultura debateu o crescimento e a inovação no setor nessa quarta-feira (22), em Rio Branco

Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre

Tecnologia e produtividade

O evento também contou com a apresentação de pesquisas voltadas ao melhoramento da produção. O consultor em cafeicultura Marcos Santana apresentou os resultados de quatro anos de estudos sobre a clonagem de café, técnica utilizada para reproduzir plantas com características superiores.

Segundo ele, a tecnologia permite selecionar materiais mais produtivos e resistentes às condições do campo.

"Os produtores terão informações acerca de clones que têm maior potencial para a qualidade de bebida, clones que são mais resistentes ao ataque de pragas e doenças, clones que são mais produtivos, entre outras informações importantes para o produtor utilizar no dia a dia na sua lavoura”, detalhou.

Produção de café no Acre subiu de 6,6 mil toneladas em 2025 para 6,9 mil em 2026 e agricultura familiar representa 83% dos cafeicultores locais

Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre

Além da inovação tecnológica, a programação do seminário também abordou temas como licenciamento ambiental, acesso ao crédito rural, comercialização e cultivo sem o uso de agrotóxicos.

Para a chefe do Núcleo de Cafeicultura da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Michelma Lima, investir em qualidade fortalece toda a cadeia produtiva.

"Ganha o produtor por ter reconhecimento do seu trabalho, ganha o consumidor porque hoje ele quer entender de onde vem esse café, quem produz, como é feito. Então, toda a cadeia produtiva sai ganhando", afirmou.

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