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Portão foi arrancado pelos invasores antes da execução de vítimas da chacina.
G1 — Brasil · 2026-08-27T22:34:37.000Z
Portão foi arrancado pelos invasores antes da execução de vítimas da chacina.
Leábem Monteiro/ SVM.
Edgly Dutra Barbosa, conhecido como “Dudeca”, foi condenado a 105 anos, 3 meses e 23 dias de prisão pela Justiça Estadual, por uma chacina ocorrida em 2019, na qual cinco pessoas foram assassinadas no bairro Mondubim, em Fortaleza. Ele é apontado como o mandante das mortes e foi sentenciado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e organização criminosa armada.
A decisão é da 2ª Vara do Júri de Fortaleza, que acatou pedido da denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE). O julgamento foi finalizado nesta quarta-feira (26), após duração de 14 horas.
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Duas mulheres que também estariam envolvidas com as mortes, Ana Karolina De Sousa Xavier e Fernanda De Andrade Rabelo, foram absolvidas pela Justiça.
De acordo com a denúncia, os homicídios teriam sido motivados por uma disputa entre facções criminosas. A investigação aponta que o crime foi planejado como vingança por uma tentativa de assassinato contra "Dudeca" em uma casa de praia.
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Relembre o caso
A chacina aconteceu no dia 29 de março de 2019. Na madrugada, um grupo contratado por "Dudeca" invadiu uma residência no Mondubim e atirou contra quatro homens, conforme as investigações. Os criminosos quase arrancaram o portão da casa para entrar no local.
Entre as vítimas, havia pessoas da mesma família. Os mortos tinham antecedentes por crimes como tentativa de homicídio, estelionato, apropriação indébita, associação criminosa e crimes contra a dignidade sexual.
Como dois dos alvos não estavam na casa, os criminosos seguiram até outra casa próxima. Lá, o grupo encontrou a quinta vítima, que foi colocada no porta-malas de um carro e, mais tarde, o corpo dele foi localizado carbonizado em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza (RMF).
Líder de facção criminosa, Dudeca foi preso em novembro de 2019 em Rondônia e transferido para a capital cearense. Na época, as autoridades descobriram que ele levava drogas da Bolívia para o Ceará.