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MP investiga vazamento de dados de clientes de Zona Azul de Poços de Caldas
G1 — Brasil · 2026-07-23T18:26:30.000Z
MP investiga vazamento de dados de clientes de Zona Azul de Poços de Caldas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma investigação para apurar o vazamento de dados pessoais de usuários do aplicativo da EXP Parking, empresa responsável pelo estacionamento rotativo de Poços de Caldas (MG).
A investigação busca esclarecer a dimensão da invasão, verificar se a concessionária cumpriu as obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e no Código de Defesa do Consumidor e identificar quais medidas foram adotadas para proteger os consumidores.
MP abre investigação para apurar vazamento de dados de clientes do estacionamento rotativo de Poços de Caldas
No início de julho, a EXP Parking comunicou aos clientes que um ataque cibernético atingiu seus servidores centrais, expondo informações de clientes, como nomes, CPFs e dados de cartões de crédito. Não foi informado o número de pessoas afetadas.
De acordo com o promotor de Justiça Glaucir Antunes Modesto, o Ministério Público decidiu instaurar o procedimento próprio após ser oficialmente provocado por vereadores, embora o Procon já tivesse instaurado uma investigação e determinado a suspensão temporária do aplicativo da empresa, além da comunicação individual aos usuários atingidos e da suspensão do envio das notificações de regularidade do estacionamento rotativo.
Após audiência e apresentação de esclarecimentos pela concessionária, o aplicativo voltou a funcionar, mas a proibição de emitir notificações permanece até que a empresa comprove o restabelecimento integral da segurança do sistema.
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Prazo de 10 dias para esclarecimentos
Aplicativo EXP Parking
André Santos/Prefeitura de Uberaba
O MPMG intimou a EXP Parking a apresentar, em até 10 dias, informações detalhadas sobre o ataque e suas consequências. Entre os esclarecimentos solicitados estão as datas da ocorrência e da identificação do ataque, a causa da invasão, a extensão do vazamento, as categorias de dados comprometidas e o número estimado de usuários atingidos, com indicação específica dos consumidores de Poços de Caldas.
O Ministério Público também quer saber se a vulnerabilidade foi totalmente corrigida, se houve contratação de auditoria independente, quais providências foram tomadas para atender os consumidores afetados e encaminhar cópias das comunicações feitas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aos usuários e de eventuais laudos técnicos e relatórios periciais.
Além disso, o MPMG requisitou ao Procon Municipal o envio do procedimento administrativo já instaurado sobre o caso.
O despacho do Ministério Público esclarece que outras reclamações relacionadas à prestação do serviço de estacionamento rotativo — como problemas em parquímetros e questionamentos sobre a operação do sistema — serão analisadas em um procedimento investigatório específico, separado da apuração sobre o vazamento de dados.
Melhoria do serviço
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O objetivo da atuação do MPMG vai além de apurar o vazamento de dados, segundo o promotor.
"O meu interesse maior é tentar reunir várias instituições aqui da cidade e tentarmos, junto à empresa, um termo de ajustamento de conduta que possa resolver todos os problemas, não apenas o que aconteceu agora de vazamento de dados, mas todas as reclamações, que são muitas, infelizmente, em razão da EXP", disse.
Para ele, a investigação pode ajudar a aperfeiçoar o serviço prestado pela concessionária.
"É uma oportunidade que a gente tem, já que a Câmara, a Secretaria, o Procon Municipal estão envolvidos nisso. Acho que nós podemos envolver mais a sociedade, por meio de algumas entidades representativas, e tentar chegar a um melhor termo com a concessionária. Afinal de contas, tem um contrato em andamento, e eu acho que o que a gente pode fazer de melhor para os consumidores é aperfeiçoar a prestação de serviço."
Medidas já adotadas
De acordo com o despacho do Ministério Público, a EXP Parking informou que comunicou o incidente à ANPD e às instituições financeiras potencialmente envolvidas. A empresa afirma ainda que adotou medidas para conter o ataque, reforçar a segurança dos sistemas e reduzir os riscos aos usuários.
Até o momento, segundo as informações reunidas pelo MPMG, não há registros de utilização fraudulenta dos dados expostos nem de prejuízos financeiros concretos aos consumidores. Paralelamente, a Polícia Civil também conduz um inquérito para identificar os responsáveis pela invasão.
Empresa diz que vai colaborar
Em nota, a EXP Parking informou que foi oficialmente notificada sobre a instauração do procedimento pelo MPMG e reafirmou o compromisso com a transparência e a colaboração com as autoridades competentes. A empresa declarou que prestará todos os esclarecimentos solicitados dentro dos prazos estabelecidos.
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