ITATIBA1

Vigilante terceirizado é encontrado morto em unidade acoplada à plataforma P-76; sindicato pede investigação

Luiz Fernando Silva Tavares, de 38 anos

G1 — Brasil · 2026-08-28T13:02:07.000Z

Luiz Fernando Silva Tavares, de 38 anos

Um trabalhador terceirizado foi encontrado morto na Unidade de Manutenção acoplada à plataforma P-76, no Campo de Búzios, na Bacia de Santos. A vítima foi identificada como Luiz Fernando Silva Tavares, de 38 anos, que atuava como vigilante.

Segundo informações do Sindipetro-RJ, Luiz Fernando não se apresentou para iniciar a jornada de trabalho e foi encontrado sem vida dentro do camarote por um inspetor de segurança, na manhã de quarta-feira (26).

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por avaliação.

A Petrobras confirmou a morte e informou que o trabalhador era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços de vigilância na unidade.

Em nota, a companhia lamentou o falecimento e afirmou que não houve incidente operacional a bordo da unidade.

A estatal também informou que a Unidade de Manutenção segue em operação, com a integridade preservada e os demais trabalhadores atuando em segurança.

Segundo a Petrobras, não há indícios de que a morte esteja relacionada a qualquer ocorrência operacional na plataforma.

Empresa diz que morte foi por causas naturais

A empresa responsável pela contratação do trabalhador informou à reportagem da Inter TV que, segundo o médico legista que avaliou o corpo no IML, a morte ocorreu por causas naturais.

A empresa afirmou ainda que está prestando assistência e acompanhamento à família de Luiz Fernando.

Sindicato pede comissão de investigação

Durante a apuração do caso, a reportagem recebeu relatos de trabalhadores sobre um suposto cheiro forte de gás na região da plataforma.

O Sindipetro-NF informou que apurou o caso e que não houve vazamento de gás relacionado à morte do trabalhador.

Já o Sindipetro-RJ explicou que a Unidade de Manutenção não processa nem armazena esse tipo de fluido, o que descarta um vazamento originado na própria unidade.

O sindicato, no entanto, ressalta que, por a Unidade de Manutenção estar acoplada à plataforma P-76, existe a possibilidade de uma eventual nuvem de gás proveniente da plataforma atingir a unidade. Segundo a entidade, essa hipótese ainda precisa ser apurada.

Por isso, o Sindipetro-RJ solicitou a abertura de uma comissão de investigação, com participação da representação sindical, para acompanhar o caso e esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

O sindicato também informou que aguarda detalhes sobre a assistência prestada à família do trabalhador e afirmou que continuará acompanhando o caso até a conclusão da apuração.

Leia no Itatiba1 →