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Mulher é presa suspeita de mandar matar o marido por seguro de R$ 1 milhão

Mulher é presa suspeita de ser mentora da morte do próprio marido em Goiatuba

G1 — Brasil · 2026-08-28T12:55:49.000Z

Mulher é presa suspeita de ser mentora da morte do próprio marido em Goiatuba

Uma mulher, de 47 anos, foi presa pela Polícia Civil, suspeita de ter planejado a morte do próprio marido por causa de um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. Mais dois homens, de 27 e 30 anos, também foram presos, suspeitos de participação no homicídio. O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira foi morto em Goiatuba , no sul de Goiás.

Como as identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela polícia, o g1 não conseguiu localizar as suas defesas.

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De acordo com o delegado Patrick Carniel, Aurélio, que tinha uma laboratório, foi morto no dia 30 de abril. O corpo foi localizado abandonado em uma estrada de difícil acesso, na zona rural do município, dias depois.

Segundo a investigação, o empresário foi morto com golpes no rosto e tiro. Ele foi levado até o local do crime em um carro alugado, cujo aluguel estava em nome dele mesmo. Antes de ser morto, Aurélio recebeu uma substância de uso veterinário com propriedades sedativas. O objetivo, segundo a polícia, era deixá-lo vulnerável durante o crime.

O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira foi morto no dia 30 de abril, na zona rural de Goiatuba

Dinâmica do crime

Segundo o delegado, na noite do crime, por volta das 21h40, a esposa teria filmado o marido já deitado na cama, sedado, e enviado o vídeo para os comparsas. Os homens eram clientes dela, que é advogada, e teriam participado da ação em troca de um pagamento de R$ 50 mil.

Pouco tempo depois, a mulher deixou a casa com a filha, fruto de outro relacionamento, para levá-la ao hospital. Enquanto ia ao hospital, os homens entraram na casa e mataram Aurélio.

As investigações também apontaram que a mulher teria se encontrado com os dois comparsas e entregado luvas para eles usarem durante o homicídio.

De acordo com o delegado, fatos que aconteceram bem antes do crime apontam para uma ação planejada pela esposa, como pesquisas realizadas por ela na internet relacionadas a efeitos de plantas tóxicas e venenos.

Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi que o seguro de vida de R$ 1 milhão em nome de Aurélio havia sido contratado cerca de quatro meses antes da morte, tendo a esposa como única beneficiária. Além disso, a mulher conseguiu convencê-lo a adotar a sua filha pouco tempo antes do crime.

Segundo as investigações, por volta da 0h40 do dia 1º de maio, a mulher voltou para casa, após a retirada do corpo. Ela, então, fotografou o ambiente do crime e enviou as fotos para os comparsas, para indicar os rastros deixados pela execução. "O desaparecimento da vítima, contudo, somente foi comunicado às autoridades por volta das 06h", afirmou a polícia, em nota.

Ao g1, o delegado afirmou que as investigações ainda estão em andamento.

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