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Bebê de 2 meses é internado com suspeita de traumatismo craniano após briga entre os pais na Serra

Bebê de 2 meses tem suspeita de traumatismo craniano após briga entre os pais na Serra

G1 — Brasil · 2026-08-28T17:13:23.000Z

Bebê de 2 meses tem suspeita de traumatismo craniano após briga entre os pais na Serra

Um bebê de dois meses foi internado em estado grave na UTI do Hospital Infantil de Vitória, com suspeita de traumatismo craniano, após uma confusão familiar terminar em agressões no bairro Nova Carapina 2, na Serra, na Grande Vitória, na noite de quinta-feira (27).

Segundo a mãe da criança relatou à Polícia Militar, ela estava com o bebê no colo quando começou a ser agredida pelo companheiro, de 28 anos, e um dos golpes atingiu o menino.

Já os avós paternos disseram que criança estava no colo da mãe quando o bebê bateu a cabeça na porta durante a briga entres os pais.

A Polícia Militar foi acionada por funcionários do hospital depois que mãe e filho deram entrada na unidade.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, de 21 anos, contou que havia ido com o companheiro à casa dos pais dele, onde os dois consumiram bebida alcoólica. Depois, eles voltaram para casa, onde moram com os filhos.

O casal tem três crianças, um menino de sete anos, uma menina de um ano e seis meses e o bebê de dois meses. Segundo a mãe, o filho mais velho, que tem necessidades especiais, e mora com os avós no andar de cima.

Hospital infantil de Vitória no Espírito Santo

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Ainda conforme o relato da mulher à polícia, a discussão começou depois que o companheiro não gostou da forma como ela repreendeu a filha de um ano e seis meses. Ela afirmou que o homem passou a agredi-la e que, durante a violência, atingiu o bebê com um soco.

Segundo a mãe, a criança ficou desacordada. Ela, então, saiu para a rua em busca de ajuda. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo sogro e pela sogra e acabou sendo acolhida por um morador do bairro, que chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Mãe e bebê foram socorridos e levados para o hospital. A criança permanece internada na UTI, mas até a publicação da reportagem precisava passar por exames para avaliar o quadro de saúde.

Bebê de 2 meses é internado com suspeita de traumatismo craniano após briga entre os pais na Serra

Família do homem contesta versão

A família do homem apontado pela mulher como agressor contesta o relato. O pai dele, avô do bebê, negou que o filho tenha agredido a criança e também afirmou que não agrediu a nora.

Segundo o homem, ele e a esposa tentaram intervir na situação porque acreditavam que as crianças poderiam ser machucadas.

Em entrevista à reportagem, o avô afirmou que a mulher teria agredido a filha e que, durante a confusão, bateu a cabeça do bebê em uma porta.

“Eu vi eles brigarem e ela queria espancar a menina. Meu filho tirou a menina dela e a gente foi socorrer porque ela estava espancando a criança. Minha esposa chegou, ela virou e bateu a cabecinha dele na porta. Ela bateu a cabecinha dele na porta sem querer”, afirmou.

O avô também negou que a família quisesse retirar a criança da mãe e disse ser contra a violência contra mulheres.

"Em momento nenhum a gente quer tomar criança de ninguém. Nós não somos de agressão. Somos contra a agressão, principalmente contra a mulher", disse.

Ele também afirmou que a nora faz uso de drogas e que as brigas entre o casal são frequentes. A reportagem conversou com outros moradores da região, que relataram ter conhecimento de conflitos frequentes entre os dois.

Suspeito não foi encontrado

Após a confusão, o homem de 28 anos apontado pela mulher como agressor fugiu no carro da família e ainda não havia sido localizado.

O pai dele contou que o filho saiu com o veículo para levá-lo ao hospital. O avô do bebê ficou com ferimentos na cabeça após a confusão e afirmou que ainda sentia dores nesta sexta-feira (28).

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado para a Delegacia Regional de Vitória, que vai tomar as providências cabíveis.

Hospital infantil de Vitória no Espírito Santo

Histórico de medida protetiva

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher manifestou interesse em solicitar uma medida protetiva de urgência para ela e para as duas crianças que vivem com o casal.

Ainda de acordo com o registro policial, ela já havia conseguido uma medida protetiva contra o companheiro no ano passado, mas posteriormente pediu a revogação.

A mulher contou à polícia que tomou essa decisão porque teria sido pressionada pela família do homem. Ela disse ainda que começou a se relacionar com ele quando tinha 13 anos e atualmente tem 21.

As duas crianças que vivem com o casal, de um ano e seis meses e dois meses, estão sob os cuidados da família enquanto o caso é investigado. O filho mais velho, de sete anos, já mora com os avós.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da agressão e deverá apurar as duas versões apresentadas sobre o que aconteceu com o bebê.

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