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Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em 22 de maio de 2026
G1 — Brasil · 2026-08-28T19:21:38.000Z
Presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em 22 de maio de 2026
O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sugeriu nesta sexta-feira (28) que o banco central americano pode ter que aumentar as taxas de juros nos próximos meses para conter a inflação dos Estados Unidos.
A declaração foi considerada um sinal mais claro em relação a comentários feitos anteriormente por Warsh sobre a situação dos EUA. O chefe do banco central americano disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela.
"Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed. "Caso contrário, temos trabalho a fazer".
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Warsh não insinuou que um aumento da taxa de juros seja iminente, mas destacou que o combate à inflação continua como prioridade. A inflação dos EUA permanece acima da meta de 2% definida pelo Fed.
O presidente do Fed afirmou que não deseja forencer o que analistas chamam de "orientação futura" sobre a taxa de juros, mas sugeriu que o patamar atual não restringe a atividade econômica dos EUA.
O Fed se reunirá novamente para discutir a taxa de juros dos EUA nos dias 15 e 16 de setembro.
Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados
Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes.
Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar.
Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana.
Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.