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Allan de saída: não joga contra o Santos na Copa do Brasil
ge — Futebol · 2026-08-28T19:00:18.000Z
Allan de saída: não joga contra o Santos na Copa do Brasil
O Campeonato Brasileiro de 2026 já colocou 206 jogadores diferentes de até 23 anos em campo. O número mostra a força da nova geração na principal competição do país, mas também esconde diferenças importantes entre os clubes.
+ Veja a tabela completa do Brasileirão
Otávio, do Cruzeiro, Evertton Araújo, do Flamengo, e Breno Bidon, do Corinthians, são alguns dos jovens protagonistas do Brasileirão
Há equipes que espalham oportunidades, outras que utilizam menos nomes, mas dão sequência, e ainda aquelas em que poucos jovens concentram praticamente toda a participação da categoria.
O levantamento do Gato Mestre foi feito considerando a idade do jogador no dia de cada partida.
Assim, um atleta que tinha até 23 anos quando entrou em campo foi contabilizado para aquele clube. A metodologia evita classificar o jogador apenas pela idade atual e permite acompanhar a utilização efetiva dos jovens ao longo da competição.
No ranking de quantidade de jogadores diferentes, o Grêmio aparece na liderança, com 18 atletas, seguido por Cruzeiro, com 17, e Vasco, com 16. Botafogo, com 15, e Athletico e Bragantino, com 14 cada, completam o grupo dos clubes que mais abriram espaço para diferentes jogadores até 23 anos.
Mas a lista muda bastante quando a pergunta deixa de ser "quantos jovens jogaram?" e passa a ser "quanto os jovens jogaram?".
Viery é um dos jogadores de até 23 anos que defendeu o Grêmio na Série A
Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação
Grêmio testa mais; Vasco tem frequência
O Grêmio é o clube que mais utilizou jogadores diferentes dentro do recorte, mas seus 18 atletas somam 112 participações. A média é de 6,2 jogos por jogador.
O Cruzeiro apresenta cenário semelhante: tem 17 jogadores até 23 anos e 114 jogos acumulados, média de 6,7 por atleta.
Já o Vasco combina quantidade e frequência. São 16 jogadores diferentes e 137 jogos, maior volume entre todos os clubes. A média chega a 8,6 partidas por atleta.
A diferença ajuda a explicar por que simplesmente contar os jogadores não é suficiente para medir o espaço dado à juventude.
Um clube pode colocar muitos garotos em campo porque possui um elenco jovem, porque está testando opções ou porque sofreu com lesões e suspensões. Outro pode utilizar menos atletas, mas transformar alguns deles em peças recorrentes. É essa a diferença entre testar e apostar.
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Menos jovens, mas mais sequência
O melhor exemplo dessa distinção está no Corinthians. O clube utilizou nove jogadores diferentes até 23 anos, número que o coloca apenas na parte intermediária do ranking. Mas esses atletas acumulam 88 jogos, média de 9,8 partidas por jogador — a maior entre os 20 clubes.
O número indica um perfil diferente do Grêmio. Enquanto o líder em quantidade pulveriza mais as oportunidades, o Corinthians concentra a utilização em um grupo menor. Em outras palavras, o clube não é um dos que mais colocaram jogadores diferentes em campo, mas está entre os que mais deram continuidade aos jovens escolhidos.
O mesmo acontece, em menor escala, com Vitória, Athletico e Atlético-MG. O time baiano tem sete jogadores e 65 jogos, média de 9,3. Paranaenses e mineiros chegam a nove partidas por atleta.
Clubes que mais utilizaram sub-23 até a 24ª rodada
*Japa, emprestado pelo Cruzeiro ao Mirassol, jogou pelos dois clubes
*Renato Marques, emprestado pelo Mirassol ao Coritiba, jogou pelos dois clubes
Os números mostram que quantidade e protagonismo não caminham necessariamente juntos. O São Paulo, por exemplo, utilizou 12 jogadores até 23 anos, mas eles somam apenas 40 jogos. O Palmeiras, com um atleta jovem a menos, chega a 96.
A diferença é ainda maior na média: 3,3 jogos por atleta sub-23 no São Paulo contra 8,7 no Palmeiras.
No entanto, a média deve ser lida com cuidado nos clubes que utilizaram poucos jogadores. Remo e Mirassol, por exemplo, têm apenas dois e três atletas no recorte, respectivamente. Por isso, o indicador serve principalmente para mostrar a diferença de frequência entre os clubes, e não como uma avaliação isolada da política de formação.
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Volume de utilização dos sub-23
Se o critério for a soma de partidas disputadas pelos jogadores até 23 anos, o Vasco assume a liderança.
São 137 jogos, contra 129 do Botafogo e 126 do Athletico. Cruzeiro e Grêmio aparecem logo atrás, com 114 e 112, respectivamente.
O dado reforça a posição do Vasco como um dos clubes que mais transformaram a juventude em presença efetiva no Brasileirão.
O Botafogo também se destaca: são 15 jogadores diferentes e 129 jogos, média de 8,6 por atleta.
O Athletico tem perfil parecido. São 14 jogadores e 126 partidas, com média de nove jogos por jovem.
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Coritiba entre os clubes de maior utilização
O Coritiba é outro caso que chama atenção. O clube colocou 13 jogadores diferentes até 23 anos em campo, sétimo maior número da Série A. Esses atletas acumulam 108 jogos, média de 8,3 por jogador.
O Coxa aparece, portanto, acima de clubes que possuem mais jogadores jovens no elenco quando o critério é a frequência de utilização.
E há protagonismo individual: Lavega e Tiago Cóser estão entre os jovens com mais partidas disputadas na competição, com 22 e 21 jogos, respectivamente. Lucas Ronier também aparece entre os atletas com maior presença, com 18 partidas no recorte.
O caso do Coritiba ajuda a ilustrar a diferença entre ter jovens no elenco e efetivamente colocá-los para jogar.
Allan; do Palmeiras, é um dos jogadores de até 23 ano
Jovens que deixaram de ser apenas opções
O ranking individual reforça essa transformação. O jogador até 23 anos com mais partidas no Brasileirão é Robert Renan, do Vasco, com 23 jogos. Logo depois aparecem Breno Bidon, do Corinthians, Arthur Dias, do Athletico, e Lavega, do Coritiba, todos com 22.
Tiago Cóser, do Coritiba, Allan, do Palmeiras, e Matheus Martins, do Botafogo, têm 21.
Andrés Gómez e Montoro, do Vasco e Botafogo, respectivamente, além de Arroyo, do Cruzeiro, e Gabriel Bontempo, do Santos, aparecem com 20.
O recorte mostra que alguns jogadores já passaram da condição de simples aposta eventual. A presença recorrente indica que eles ganharam espaço dentro da estrutura competitiva de seus clubes.
Entre os 20 primeiros do ranking, há ainda nomes como Victor Hugo (Atlético-MG), Giay (Palmeiras), Evertton Araújo (Flamengo), Tarzia (Vitória), Herrera (Bragantino), João Cruz (Athletico), John Kennedy (Fluminense) e Lucas Ronier (Coritiba).
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Quantidade pode enganar
O contraste entre São Paulo e Palmeiras é um dos exemplos mais claros do levantamento. Os dois clubes utilizam números semelhantes de jogadores diferentes: 12 no Tricolor e 11 no Verdão.
Mas a utilização é completamente diferente. Os 12 jovens do São Paulo somam 40 jogos. Os 11 do Palmeiras chegam a 96.
Entre os grandes clubes, Flamengo e Fluminense aparecem entre aqueles que menos utilizaram jogadores diferentes dentro do recorte. O Rubro-Negro tem seis jogadores e 32 jogos. O Tricolor tem cinco e 34.
Na prática, isso significa que o Palmeiras utiliza um grupo menor, porém com muito mais frequência.
O dado permite uma leitura interessante sobre modelos de formação: não basta levar o jogador da base ao profissional. Existe uma segunda etapa, que é transformar a oportunidade em continuidade.
O recorte, portanto, não mede qualidade da formação, investimento na base ou número de jogadores revelados. Mede a utilização efetiva na Série A.
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