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Gerente da Vigilância em Noronha explica o que é a ciguatera após surto na ilha
G1 — Brasil · 2026-08-28T20:38:41.000Z
Gerente da Vigilância em Noronha explica o que é a ciguatera após surto na ilha
Fernando de Noronha investigou 637 casos suspeitos de ciguatera entre 2022 e 2026. Desse total, 255 foram confirmados. Não houve registro de mortes pela doença. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Saúde da Administração da Ilha.
A ciguatera é uma intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas marinhas (veja vídeo acima).
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Na quarta-feira (26), o Hospital São Lucas atendeu oito pessoas, entre moradores e turistas, com sintomas de ciguatera. Os pacientes apresentaram diarreia, vômitos, dores musculares, redução dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Todos receberam atendimento e tiveram alta hospitalar.
Noronha teve 255 foram confirmados intoxicação por peixe em quatro anos
Ana Clara Marinho/TV Globo
Meses com mais casos
Agosto e setembro são os meses com maior incidência de casos de ciguatera na ilha.
“Observamos um aumento de casos nesses meses, que pode estar associado a vários fatores. Por isso, reforçamos o monitoramento nesse período”, afirmou o gerente de Vigilância em Saúde da Administração de Noronha, Guilherme Santos.
Segundo os especialistas, peixes pequenos consomem as microalgas e são comidos por peixes maiores. Com isso, a toxina vai se acumulando ao longo da cadeia alimentar.
Quando uma pessoa consome um peixe contaminado, pode desenvolver os sintomas da ciguatera.
A doença também é registrados no Rio Grande do Norte. Em Fernando de Noronha, os casos confirmados estão relacionados principalmente ao consumo de barracuda, guarajuba, sirigado e badejo. A presença das toxinas nessas espécies foi comprovada por exames laboratoriais.
Os peixe das espécie barracuda estão relacionados aos casos
Guilherme Santos informou que a Vigilância em Saúde realiza ações preventivas com pescadores e estabelecimentos comerciais. São mais de 100 pontos, entre restaurantes, pousadas e barracas de praia.
“Foram produzidas notas técnicas com orientações. A Vigilância em Saúde tem visitado os estabelecimentos e reforçado as informações sobre as espécies relacionadas aos casos e os cuidados que devem ser tomados”, afirmou o gerente.
Entre as principais recomendações estão:
Pescadores devem manter o pescado capturado refrigerado com gelo.
Evitar a pesca em áreas onde houve registro de casos confirmados de ciguatera.
Evitar o consumo de peixes de grande porte.
Manter os cuidados de higiene durante o preparo do peixe.
Evitar o consumo das quatro espécies que tiveram presença de toxinas confirmada em exames laboratoriais: barracuda, guarajuba, sirigado e badejo.
Procurar atendimento médico em caso de sintomas como diarreia, vômitos, dores musculares, queda da pressão ou redução dos batimentos cardíacos.
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