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Homem é preso suspeito de torturar e ordenar 'disciplina' contra motoboy desaparecido em João Pessoa

Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa

G1 — Brasil · 2026-08-28T21:55:20.000Z

Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa

Um homem foi preso na tarde desta sexta-feira (28), em João Pessoa, suspeito de envolvimento no desaparecimento do motoboy Erick Rodrigues, de 23 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem é integrante de uma facção criminosa e confessou ter ordenado uma “disciplina” contra o motoboy.

Erick está desaparecido desde terça-feira (25), quando fez o último contato com a companheira. A família registrou um boletim de ocorrência e, desde então, procura pelo jovem.

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De acordo com o delegado Filipe William, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações apontaram que a geolocalização da moto de Erick levou os policiais até uma residência no bairro Padre Zé, em João Pessoa.

O imóvel pertence à ex-companheira do motoboy. No local, a polícia identificou o atual namorado da mulher, que, segundo o delegado, é monitorado por tornozeleira eletrônica e já foi condenado pela Justiça.

“Ao chegar lá, identificamos quem era a ex-companheira, identificamos também o atual namorado dela. Ele é uma pessoa tornozelada e ele já é condenado. E estava tornozelado também; identificamos que ele estava lá no local na madrugada em que Erick esteve por lá”, explicou o delegado Filipe William.

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Suspeita de tortura

Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que Erick e a ex-companheira mantinham um relacionamento. O atual namorado dela teria descoberto o suposto caso e atraído o motoboy até a residência.

O homem preso confessou à polícia que aplicou uma “disciplina” contra Erick, termo usado por ele durante o depoimento. Segundo o suspeito, a motivação seria o suposto relacionamento entre a vítima e a mulher.

“Ele confessou que aplicou uma disciplina em Erick. Na palavra dele mesmo, disciplina. É pelo fato dele estar tendo um relacionamento com a sua companheira, segundo ele afirma”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem afirmou que contou com a ajuda de outros dois integrantes da facção para praticar a violência contra Erick.

“O torturaram e, após a tortura, segundo ele, conduziram para Caaporã”, disse o delegado Filipe William.

Nesta sexta-feira (28), a Polícia Civil e a Polícia Militar realizaram diligências na região onde a moto foi encontrada para tentar localizar o corpo do motoboy. Até a última atualização desta reportagem, Erick não havia sido encontrado.

O suspeito negou ter matado Erick, mas admitiu ter participado da tortura.

“Ele negou ter executado Eric, ele confirmou que torturou, confirmou que aplicou a disciplina, inclusive a pedido dele os integrantes de facção criminosa foram até sua casa para realizar o ato, mas ele nega ter praticado o homicídio de Erick”, afirmou o delegado.

Como o motoboy foi atraído?

Segundo o depoimento do suspeito, Erick foi atraído até a residência após receber uma mensagem. A Polícia Civil descobriu que o texto não teria sido enviado pela ex-companheira do motoboy.

“Ele foi lá atraído, mas a informação que nós temos é de que essa mensagem foi enviada não pela ex-companheira, mas pelo próprio preso conduzido aqui, que pegou o celular dela e se passou por ela”, detalhou o delegado.

Ex-companheira nega relacionamento

A ex-companheira de Erick negou à polícia que mantinha um relacionamento com o motoboy. Segundo a Polícia Civil, ela relatou que integrantes de uma facção criminosa entraram na residência e que foi vítima de violência doméstica por causa da suspeita do companheiro sobre um suposto caso com Erick.

O motoboy e a ex-companheira não tinham filhos, porém cuidaram juntos de uma criança que a mãe era a ex-companheira de Erick. E, por este motivo, manteriam contato mesmo após o término, segundo as primeiras informações.

Ainda segundo o delegado, a polícia adotou medidas relacionadas à denúncia de violência doméstica.

A Polícia Civil também negou a informação de que Erick teria sido visto por um caminhoneiro em uma área de mata às margens da BR-101, entre Santa Rita e Mamanguape.

Segundo Filipe William, o próprio homem preso afirmou que essa informação foi divulgada com o objetivo de atrapalhar as investigações.

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