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Clínica Clivan, localizada na Avenida Garibaldi, em Salvador
G1 — Brasil · 2026-07-23T20:31:06.000Z
Clínica Clivan, localizada na Avenida Garibaldi, em Salvador
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação contra a clínica responsável pelas cirurgias de catarata que causaram perda de visão em mais de 10 pacientes, em Salvador.
A informação foi divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (23). Além do Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), que é particular mas atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura de Salvador e o Governo da Bahia também foram citados. (Confira os posicionamentos abaixo)
O acionamento aconteceu no dia 15 de julho, quase cinco meses após os procedimentos. A Justiça já havia determinado, em maio, o afastamento de três médicos investigados pelas cirurgias. Não há detalhes sobre a situação atual deles.
Conforme o MP-BA, pelo menos 15 pacientes perderam totalmente a visão, 6 sofreram perda parcial e outros necessitaram de acompanhamento prolongado e programas especializados de reabilitação. As apurações indicam ainda a possibilidade de existência de outras vítimas ainda não identificadas.
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Em nota, o órgão informou que a ação se baseou em inspeções e investigações realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal, Conselho Regional de Medicina a Bahia (Cremeb), Núcleo Estadual de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (Neciras) e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs/BA). Pacientes também foram ouvidos.
O que pede o MP-BA
Segundo o órgão, foi solicitado, em caráter liminar, que a Justiça determine à Clivan que não realize cirurgias oftalmológicas até que seja comprovada sua regularização, preserve a documentação relacionada aos procedimentos realizados no mutirão e garanta assistência integral às vítimas.
Ao município e ao estado, foi pedido que mantenham a suspensão das atividades cirúrgicas da clínica e vedem novos encaminhamentos de pacientes à unidade, enquanto não comprovada a completa regularização do estabelecimento, assim como como garantam assistência integral, contínua e individualizada às vítimas.
Dentre outros pedidos, o Ministério Público também solicitou à Justiça que, ao final do processo, os três acionados promovam a reparação integral dos danos individuais sofridos pelas vítimas e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.
O que dizem os envolvidos
Em nota enviada à TV Bahia, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) manteve o posicionamento de que a clínica citada não disponibilizava vagas para a rede estadual desde dezembro de 2025 e que nenhum dos pacientes envolvidos no caso é da lista da pasta ou foi encaminhado pela rede estadual.
A equipe de reportagem também entrou em contato com a Clivan e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas não teve retorno até a última atualização deste texto.
Relembre o caso
As cirurgias aconteceram no dia 26 de fevereiro. Ao todo, segundo apuração do MP-BA, foram realizados 138 procedimentos em idosos.
Destes, 33 apresentaram complicações. Eles passaram a ser acompanhados no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Santa Luzia.
Segundo a Polícia Civil (PC), o grupo registrou denúncias de lesão corporal culposa. Há também indícios dos crimes de perigo para a vida ou saúde e infração de medida sanitária preventiva.
Após o surgimento dos casos, a Clivan foi interditada. O g1 tenta confirmar a situação atual da clínica.
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