ITATIBA1

Corpo de empresária que morreu após plástica em Goiás é exumado para perícias

Corpo de empresária que morreu após procedimentos estéticos é exumado

G1 — Brasil · 2026-08-29T00:32:28.000Z

Corpo de empresária que morreu após procedimentos estéticos é exumado

O corpo da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após cirurgia plástica em Goiânia, foi exumado nesta sexta-feira (28) para a realização de perícias. Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Wladimir Freire afirmou que a Polícia Civil investiga possíveis indícios de homicídio culposo.

Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família

À TV Anhanguera, a assessoria do médico Lessandro Martins informou que foram enviados assistentes técnicos para acompanhar a exumação. Em nota ao g1, o Hospital Ankar, onde Andreia foi atendida, disse que confia na perícia e nas demais diligências para o esclarecimento técnico e completo dos fatos (leia nota completa abaixo).

De acordo com o delegado, a exumação tem como objetivo central esclarecer dúvidas técnicas e determinar com precisão a real causa da morte da empresária. Andreia morreu no dia 12 de agosto. A mulher morava na Espanha há cinco anos e veio para Goiânia para realizar o sonho de fazer procedimentos estéticos no rosto.

✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp

"Toda diligência que a gente produz e solicita é importante para o caso, não é uma escolha aleatória. A questão aqui é dirimir as dúvidas sobre a real causa da morte", afirmou Wladimir.

Segundo a TV Anhanguera, a família de Andréia acompanhou a exumação do corpo com um perito particular. "Nós estamos com um perito um perito contratado pela família, é um perito de que atuou em casos muito grandes no Brasil", contou Fabio dos Santos, advogado da família.

Irmã de empresária que morreu após cirurgia plástica implorou por socorro em grupo com equipe médica: ‘Minha irmã tá morrendo e ninguém aparece’

Corpo de empresária que morreu após plástica em Goiânia é exumado para perícias

QUANDO ACONTECEU: Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família

Empresária que morreu após plástica: equipe médica tentou reanimação por quase duas horas, diz família

Irmã prometeu a empresária que ia cuidar do sobrinho autista pouco antes de ela morrer após cirurgia plástica

Em entrevista à emissora, a promotora de Justiça Suzete de Oliveira Freitas disse que a partir das informações, o órgão avaliou como necessária a abertura de uma investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.

"O Ministério Público recebeu como notícia de fato a morte da paciente e achou pertinente a necessidade de investigação com relação aos fatos para saber se houve crime ou não, no caso homicídio culposo", explicou a promotora.

Conforme apurado pela TV Anhanguera, Andreia passou por seis procedimentos no rosto em uma cirurgia que durou mais de oito horas. Durante a intervenção, foram reposicionados tecidos, músculos e o queixo, além de alterada a linha do cabelo. Também foram retirados excessos de pele e bolsas de gordura das pálpebras, do pescoço e da mandíbula, e a paciente recebeu aplicação de células-tronco do próprio corpo.

Após a cirurgia, a empresária foi levada para o quarto do hospital, onde a irmã notou os primeiros sinais de alerta. "Ela estava com a língua muito inchada, ela não conseguia fechar a boca", afirmou Djiane Vieira.

A irmã relatou que chegou a chamar a atenção da equipe médica sobre o estado de saúde de Andreia. Cerca de seis horas após o procedimento, o quadro se agravou. Após duas horas de tentativas de reanimação, a morte da paciente foi confirmada. O laudo assinado pela equipe médica indicou trombose aguda e infarto pulmonar.

"O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", destacou a irmã.

Além da falta de UTI, os familiares afirmam que o médico autorizou a cirurgia mesmo após analisar exames feitos por Andreia ainda na Espanha, que apontavam um processo infeccioso ativo decorrente de uma bactéria. Segundo a irmã, a empresária também fazia uso contínuo de hormônios e foi orientada a interromper a medicação apenas uma semana antes da cirurgia.

A família informou ainda que a empresária conheceu o médico pelas redes sociais e recebeu todas as orientações à distância, sem passar por nenhuma consulta presencial prévia.

"A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar linda como era para que ela morresse nos meus braços", desabafou Djiane, que pede justiça pela morte da irmã. "Ela era uma princesa. Eu falava: 'Mana, você não precisa disso'. Ela falava: 'Mana, eu preciso porque é o meu sonho'", relembrou.

A advogada responsável pela defesa do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, informa que a instituição acompanha com respeito e serenidade as diligências realizadas pelas autoridades competentes para a apuração das circunstâncias envolvendo o falecimento da paciente Andreia Vieira Gaspar.

A exumação integra os procedimentos oficialmente conduzidos no âmbito da investigação, e o Hospital confia que a perícia e as demais diligências contribuirão para o esclarecimento técnico e completo dos fatos.

Desde o início, o Hospital tem colaborado com as autoridades e permanece à disposição para fornecer todas as informações e esclarecimentos necessários.

O Hospital Ankar reafirma sua confiança no trabalho técnico e imparcial dos órgãos responsáveis pela investigação.

Família, Polícia Civil e Ministério Público acompanharam a exumação do corpo da empresária Andreia Vieira Gaspar

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Leia no Itatiba1 →