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Em MG, Renan Santos defende endurecimento contra facções e lei para cobrar metas de gestores

Foto do candidato Renan Santos durante coletiva de imprensa em BH

G1 — Brasil · 2026-08-29T01:17:50.000Z

Foto do candidato Renan Santos durante coletiva de imprensa em BH

O candidato à Presidência Renan Santos cumpriu agenda em Minas Gerais nesta sexta-feira (28) e apresentou propostas para segurança pública, saneamento básico, habitação, infraestrutura e renegociação das dívidas dos estados.

Na área de segurança, Renan defendeu aumento de penas, mudanças nas leis de execução penal, construção de superpresídios e ações para retomada de territórios dominados por facções criminosas.

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Durante a tarde, ele participou de uma ação para apagar símbolos de facções pintados em muros e afirmou que o país precisa promover uma "guerra contra as facções criminosas".

"Aumento de pena para todos, alteração às leis de execução penal e uma política de enfrentamento urbana", afirmou.

O candidato também propôs colocar determinadas regiões, bairros e até cidades em estado de defesa para realizar o que chamou de "reocupação territorial" por meio das polícias, com as Forças Armadas como auxiliares.

"A gente vai retirar o comando territorial que essas facções têm sobre territórios brasileiros", disse.

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Metas para prefeitos e governadores

Renan também defendeu a criação da chamada Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabeleceria metas para prefeitos e governadores em áreas como segurança, saúde, educação e saneamento básico.

Segundo o candidato, o cumprimento dos indicadores poderia ser considerado na distribuição de investimentos e emendas. Gestores que não atingissem determinadas metas poderiam sofrer sanções.

"Se eles cumprem esses pontos, eles podem receber mais investimentos, inclusive emendas. Se não cumprem, o prefeito pode ficar inelegível", afirmou.

Habitação e saneamento

Na área habitacional, Renan propôs o que chamou de "marco nacional de desfavelização". A medida incluiria um cadastro nacional das habitações e ações urbanísticas em comunidades.

Segundo o candidato, famílias que vivem em locais considerados inadequados para moradia poderiam ser transferidas para novos bairros, construídos mais próximos de áreas com oferta de emprego. Em outras regiões, ele defendeu parcerias com a iniciativa privada para investimentos.

Dívida dos estados

Ao falar sobre as dívidas estaduais, Renan defendeu que novas renegociações sejam condicionadas à realização de reformas previdenciárias e administrativas pelos estados.

"Ou todo mundo começa a fazer as mesmas reformas que nós, do governo federal, vamos fazer, ou o Brasil vai ficar fingindo estar vivendo uma normalidade", afirmou.

O candidato também defendeu uma revisão do pacto federativo e disse que Minas Gerais está entre os estados menos beneficiados pela atual distribuição de recursos da União.

Renan também apresentou propostas para melhorar a infraestrutura viária. Segundo ele, a precariedade de rodovias e a falta de ferrovias adequadas aumentam os custos para o escoamento da produção.

O candidato defendeu ampliar os investimentos públicos em infraestrutura e afirmou que regiões com produção consolidada, mas prejudicadas pela falta de estrutura para transporte, teriam prioridade.

Segundo Renan, parte dos recursos viria de cortes de gastos obrigatórios previstos em uma nova âncora fiscal defendida por ele.

"Tudo o que eu cortar de gastos obrigatórios, eu vou transformar em investimento em infraestrutura", disse.

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