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Equador: Justiça condena ex-presidente Lenín Moreno a 5 anos de prisão por corrupção

Lenin Moreno ex presidente do Equador

G1 — Mundo · 2026-08-29T04:48:14.000Z

Lenin Moreno ex presidente do Equador

A Justiça do Equador condenou nesta sexta-feira (28) o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão por suborno em um caso de corrupção relacionado à construção da maior hidrelétrica do país, a Coca Codo Sinclair, pela empresa chinesa Sinohydro.

Segundo a Procuradoria-Geral do Equador, Moreno, de 73 anos, e outras seis pessoas foram condenados no processo. A mulher do ex-presidente e outros familiares receberam penas de quase três anos de prisão por cumplicidade.

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A Justiça considerou Moreno responsável por se beneficiar de um esquema de corrupção relacionado à usina, que começou a operar em 2016. De acordo com a Procuradoria, a família do ex-presidente recebeu cerca de US$ 1 milhão em propinas pagas pela Sinohydro para favorecer a construção do empreendimento.

A Procuradoria afirma que a Sinohydro teria pago US$ 76 milhões em propinas, o equivalente a cerca de 4% do custo da obra.

Após a decisão, Moreno negou ter recebido dinheiro da empresa chinesa e afirmou que pretende recorrer da condenação.

"Não recebi um único centavo da Sinohydro", disse o ex-presidente.

Caso envolve outros 20 acusados

O processo envolve cerca de 20 pessoas, incluindo cidadãos chineses e um ex-embaixador da China. Entre os condenados estão também dois ex-gerentes da Coca Codo Sinclair.

A Corte Nacional de Justiça afirmou que quatro dos acusados, entre eles Moreno, foram considerados responsáveis pelo crime de suborno.

Moreno se locomove em cadeira de rodas. Após deixar a Presidência, ocupou o cargo de enviado especial das Nações Unidas para questões relacionadas à deficiência, em Genebra, e foi representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) para pessoas com deficiência, em Assunção.

Relação com Rafael Correa

Moreno chegou à Presidência com o apoio de Rafael Correa, que governou o Equador por uma década, até 2017. Os dois, porém, romperam politicamente depois que Moreno assumiu o cargo e adotou uma orientação mais à direita, além de se aproximar dos Estados Unidos.

Correa vive na Bélgica desde que deixou o poder. Em 2020, ele foi condenado à revelia a oito anos de prisão em outro caso de corrupção, que envolveu empresas como a brasileira Odebrecht.

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