ITATIBA1
Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, o Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço da gasolina e do diesel mais baixo.
G1 — Política · 2026-07-23T21:01:21.000Z
Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, o Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço da gasolina e do diesel mais baixo.
Anunciado em maio, o subsídio foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira. No diesel, o valor é de R$ 1,12 por litro.
Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia (leia mais abaixo). O governo também deve prorrogar por mais dois meses o subsídio ao querosene da aviação (QAV), apurou o g1.
A leitura é de que o cenário geopolítico ainda tem forte impacto sobre o custo da operação dos serviços aéreos. Com a guerra no Oriente Médio, o insumo passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.
Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina
Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.
O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.
Jornal Nacional/ Reprodução
Cronologia da guerra
A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.
LEIA MAIS: Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai
Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas.
Menos de mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.
"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (...) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria "morrido".