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Preso com mais de 3 mil arquivos de pornografia infantil vai responder em liberdade em MS

Preso com mais de 3 mil arquivos de pornografia infantil vai responder em liberdade em MS

G1 — Brasil · 2026-08-29T20:44:49.000Z

Preso com mais de 3 mil arquivos de pornografia infantil vai responder em liberdade em MS

Um jovem de 25 anos preso em flagrante na sexta-feira (28), no bairro Vila Sobrinho, em Campo Grande, por armazenar material de abuso sexual infantil foi solto neste sábado (29). A prisão ocorreu durante a Operação Infância Segura V.

A Justiça concedeu liberdade provisória e determinou o uso de tornozeleira eletrônica. A ação foi realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), com apoio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

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Segundo o Ministério Público, mais de 3 mil fotos e vídeos foram encontrados em pastas de "galeria segura" nos celulares do investigado. A investigação começou a partir do monitoramento da internet feito pela UICC. O trabalho identificou conexões usadas para troca de material com cenas de abuso sexual infantil.

A partir disso, a Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (VECA) expediu o mandado de busca e apreensão. O crime apurado é o de armazenamento de material de abuso sexual infantil.

Por ser considerado um crime permanente, a polícia pôde prender o jovem em flagrante no momento em que o material foi encontrado. O Ministério Público Estadual pediu que a prisão em flagrante fosse convertida em prisão preventiva.

Para a Promotoria, o acusado tem conhecimento técnico em informática e poderia repetir o crime ou esconder provas. O órgão também afirmou que a forma organizada como o material era guardado indica uma conduta contínua.

Apesar dos argumentos, o juiz concedeu a liberdade provisória na audiência de custódia de sábado (29). O magistrado considerou que o jovem é réu primário, estudante de universidade federal e tem endereço fixo. Ele também apontou que, até o momento, as provas indicam apenas a posse do material, sem indícios de produção ou venda.

Como medida cautelar, foi determinada o monitoramento por tornozeleira eletrônica por 180 dias. O acusado deve manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos do processo. Caso não cumpra as medidas, a liberdade pode ser revista.As evidências digitais continuam em análise para verificar a extensão do crime e a possível ligação com outros investigados.

O Ministério Público orienta que a população não compartilhe imagens ou vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil, mesmo que seja para denunciar em grupos de mensagens ou redes sociais.

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