ITATIBA1
Oleksandra Paskal, ginasta ucraniana.
G1 — Brasil · 2026-07-24T00:14:23.000Z
Oleksandra Paskal, ginasta ucraniana.
A ginasta ucraniana Oleksandra Paskal, de 10 anos, viveu um dia especial durante uma visita ao Rio de Janeiro. Sobrevivente da guerra na Ucrânia, ela conheceu algumas de suas maiores referências no esporte: Rebeca Andrade, Jade Barbosa e outras integrantes da seleção brasileira de ginástica artística.
A visita aconteceu no centro de treinamento onde se preparam atletas olímpicos brasileiros e marcou um encontro entre a jovem atleta e as medalhistas que ela acompanha e admira.
Conhecida como Sasha, Oleksandra pratica ginástica rítmica e perdeu a perna esquerda em 2022, aos seis anos, após a explosão de um míssil russo na região de Zatoka, na Ucrânia.
Desde então, encontrou no esporte a força para seguir perseguindo os sonhos que tinha antes da guerra.
“Nós encontro com ela é muito sobre o que o esporte pode trazer pra gente”, disse Jade Barbosa.
“Hoje agradeço de poder ver mais uma história dessa ao vivo assim”, acrescentou a ginasta.
Acostumadas a competir diante de ginásios lotados e servir de inspiração para crianças de todo o mundo, desta vez foram as atletas brasileiras que assumiram o papel de espectadoras.
Durante a visita, Oleksandra fez uma apresentação que arrancou aplausos das ginastas da seleção.
“Eu mesma estaria bem nervosa. Muito legal poder vivenciar isso junto com ela”, disse Rebeca Andrade.
A jovem ucraniana sonha em alcançar objetivos que as brasileiras já conquistaram. Ela esteve nos Jogos Olímpicos de Paris como torcedora e acompanhou de perto as medalhas conquistadas por Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira.
Oleksandra também afirmou que espera ver a ginástica rítmica incluída no programa dos Jogos Paralímpicos de 2032 para ter a oportunidade de competir.
A atleta está no Brasil para apresentar o espetáculo Dance of Freedom — ou Dança da Liberdade.
A turnê já passou por Paris e Nova York. Depois do Rio de Janeiro, seguirá para Nairóbi, no Quênia, e Tóquio, no Japão.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
Segundo a mãe dela, Maria Paskal, a vida da família mudou profundamente nos últimos quatro anos. Ela afirma que o espetáculo busca transmitir uma mensagem de paz e lembrar que muitas crianças já morreram em uma guerra que ainda não terminou.
Enquanto leva essa mensagem pelo mundo, Sasha segue desafiando os limites impostos pela guerra e construindo novos sonhos por meio do esporte.
No fim do encontro, ela recebeu um abraço das atletas brasileiras — uma lembrança que deve levar do Brasil junto com a experiência de conhecer algumas de suas maiores inspirações na ginástica.
Navios comerciais são alvo na guerra entre Rússia e Ucrânia